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Bovespa registra queda de 0,77%; investidor aguarda discurso de Obama

SÃO PAULO - A terça-feira é de forte volatilidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que oscila entre o pessimismo externo e a tentativa de recuperação no preço das matérias-primas. Depois de subir 0,90%, por volta das 13 horas, o Ibovespa perdia 0,77%, para 38.

Valor Online |

528 pontos, com giro financeiro em R$ 808 milhões.

Segundo o economista da Infra Asset Management, Fausto Gouveia, a Bovespa tentou se descolar da instabilidade externa apoiada nas commodities, em especial o petróleo, que reverteu uma perda de 8% e passou ao ganhar valor no mercado externo.

Com isso, as ações da Petrobras chegaram a subir mais de 1%, mas o fluxo vendedor fala mais alto. Há pouco, o papel PN da estatal apontava queda de 0,37%, aos R$ 23,74. Vale PNA também mudou de lado, perdendo 0,94%, para a R$ 26,14.

Em Wall Street, a preocupação com o setor financeiro ofusca o otimismo com a posse do presidente Barack Obama. Voltado de final de semana prolongado, Dow Jones apontava queda de 1,82%, enquanto o Nasdaq recuava 2,71%.

Segundo Gouveia, o dia é atípico em função das expectativas e da euforia que envolve a posse de Obama. Mas observando friamente, a economia segue com os mesmo problemas e o desemprego cresce no mundo tudo.

" Estou meio cético com essa euforia com a posse de Obama. Tem que conter essa euforia e fazer uma análise ampla para entrar na bolsa " , avalia Gouveia.

Para o economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, Obama tem que passar pelo teste dos 100 dias, período histórico de "lua de mel" com o mercado no qual o presidente tem que começar a apresentar resultados.

Segundo, Voss, no caso de Obama, isso representa a reversão das expectativas negativas, com o surgimento de algum sinal parada na deterioração do ambiente econômico. " Caso contrário o mercado pode passar por um estresse fortíssimo. "
O destaque no âmbito corporativo segue com as ações da Aracruz. A VCP fechou acordo com as famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga para dobrar sua participação na companhia comprando mais 28,03% das ações ON por R$ 2,71 bilhões. Além disso, a Aracruz teria fechado um acordo para pagar mais de US$ 2 bilhões devido a 9 bancos por perdas com derivativos cambiais.

O papel PNB da Aracruz está entre os mais negociados, recuando recuando 10,18%, para R$ 2,38. O ativo ON, menos líquido, disparava 87,50%, para R$ 11,50, depois de ficar em leilão por mais de uma hora. Já o ativo PN da VCP desvalorizava 1,54%, custando R$ 15,91.

A VCP também estendeu a oferta a outro integrante do bloco de controle da Aracruz, a Arainvest, oferecendo as mesas condições de pagamento, por outros 28,03% das ações ON. O negócios também envolve o BNDESPar, migração da Aracruz para o Novo Mercado e transformação da companhia em subsidiária da VCP.

Os bancos também reverteram os ganhos de parte da manhã, com o ativo PN do Itaú caindo 1,64%, para R$ 23,90. Bradesco PN perdia 1,03%, a R$ 21,01, e Banco do Brasil diminuía 1,86%, para R$ 14,17.

No câmbio, o dólar segue avançando ante o real, com a piora de humor acentuando a procura por moeda estrangeira. Há pouco, o dólar era negociado a R$ 2,367 na venda, alta de 1,5%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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