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Bovespa registra 3ª queda seguida, com peso dos papéis da Petrobras

SÃO PAULO - Apesar de ter reduzido as perdas no fim do dia, acompanhando o desempenho do mercado americano, que fechou sem rumo definido, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os negócios em queda, pelo terceiro pregão consecutivo. Com mínima de 68.

Valor Online |

622 pontos e máxima de 69.384 pontos, o Ibovespa recuou 0,46%, aos 69.023 pontos. O giro financeiro foi elevado, somando R$ 10,628 bilhões, valor inflado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou R$ 5,03 bilhões.

O montante foi 129% superior ao registrado em fevereiro, quando o vencimento girou R$ 2,2 bilhões. Na comparação com janeiro, quando o volume havia atingido o recorde de R$ 5,25 bilhões, o exercício de hoje teve um giro 4,2% inferior.

O exercício de opções de compra de ações respondeu por R$ 4,03 bilhões, enquanto as opções de venda exercidas somaram R$ 1,0 bilhão.

Na avaliação do analista de investimentos da Petra Asset, João Luiz Piccioni, o foco do mercado esteve voltado à divulgação das decisões de políticas monetárias no Brasil e nos Estados Unidos, que serão anunciadas na quarta e na terça-feira, respectivamente.

"As ações das empresas de consumo foram bem judiadas pelos investidores, em meio à espera pelo Copom. Além disso, a questão externa esteve na pauta, com a expectativa dos investidores em relação a alguma novidade na reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano)", comentou.

Entre as blue chips, contribuíram para a baixa do índice as ações PN da Petrobras, que recuaram 0,78%, a R$ 36,77, em meio à queda do petróleo. Também fecharam no campo negativo as ações ON da BM & FBovespa, com baixa de 1,10%, a R$ 11,65, e as PN da Gerdau, que se desvalorizaram em 0,65%, a R$ 27,22.

Já os papéis PNA da Vale impediram que a queda do Ibovespa fosse maior, ao subirem 0,62%, a R$ 46,70. As ações tiveram o maior volume negociado do índice, com giro de R$ 753,46 milhões, seguidos pelas ações PN da Petrobras, com volume de R$ 731,157 milhões. Além disso, os papéis ON da OGX Petróleo, que caíram 2,89%, a R$ 16,80, movimentaram R$ 392,3 milhões, enquanto os recibos de ações da Laep, que dispararam 4,84%, a R$ 1,73, tiveram giro de R$ 357,1 milhões.

O mercado reagiu bem à notícia de que um acordo entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat, foi assinado na noite de ontem, com o intuito de levar à criação de uma nova empresa de laticínios, para brigar com as grandes companhias do setor.

Nos destaques positivos do Ibovespa, figuraram as ações do setor elétrico. As ações ON da Eletrobrás subiram 2,62%, a R$ 25,8, enquanto as PN avançaram 2,13%, a R$ 31,53.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que a estatal terá " em qualquer circunstância " uma participação relevante na hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ele, a fatia da companhia no projeto deverá ficar entre 40% e 49%. Ele acrescentou ainda que a licitação deverá ser feita entre abril e maio e a publicação do edital do leilão deverá sair este mês.

O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, descartou ainda a possibilidade de uma capitalização da estatal para este ano, via emissão de ações, como estava sendo avaliado pelo governo.

As ações PNB da Eletropaulo ainda subiram 1,5%, a R4 39,18.

Na ponta oposta, destaque de baixa para papéis do setor de consumo. Enquanto as ações ON da B2W caíram 5,14%, a R$ 38,31, as PN da Lojas Americanas recuaram 4,62%, a R$ 13,21.

Além disso, as construtoras também tiveram um desempenho negativo no pregão. Enquanto os papéis ON da MRV caíram 3,73%, a R$ 12,9, as ações da Rossi recuaram 3,37%, a R$ 13,75, e as da Gafisa perderam 3,34%, a R$ 13.

Entre as empresas que divulgaram seus balanços, as ações ON da MMX Mineradora se desvalorizaram em 3,13%, a R$ 13,59.

A MMX fechou o quarto trimestre de 2009 com prejuízo de R$ 65,229 milhões, mais enxuto do que o resultado de um ano antes, quando a perda foi de R$ 507,224 milhões. Antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), houve prejuízo de R$ 70,373 milhões, em comparação com perda de R$ 13,739 milhões dos três últimos meses de 2008.

A companhia afirmou hoje que quer passar de uma produção de 5 milhões de toneladas de minério de ferro para 35 milhões de toneladas nos próximos anos no país. Para tanto, a empresa prevê a retomada de investimentos, diante da recuperação da demanda mundial. Serão R$ 200 milhões investidos este ano no aumento na eficiência das operações.

No setor de telecomunicações, a Oi teve prejuízo de R$ 365 milhões no quarto trimestre de 2009. Um ano antes, obteve lucro pró-forma de R$ 13 milhões. Em 2009 completo, o prejuízo líquido foi de R$ 436 milhões.

As ações PNA da Telemar caíram 0,24%, a R$ 52,87, enquanto os papéis ON da Telemar subiram 0,73%, a R$ 39,79, e os PN da empresa se apreciaram em 0,93%, a R$ 33,45.

Ainda no cenário corporativo, o frigorífico Minerva divulgou comunicado ao mercado informando "veementemente que não há qualquer acordo, contatos ou negociação em curso entre o Minerva e qualquer outra empresa do setor".

Rumores de mercado que circularam nesta segunda-feira davam conta de que o Minerva poderia ser vendido para o Marfrig. Desta forma, os papéis ON do Minerva subiram 8% no pregão, a R$ 7,02, enquanto os do Marfrig avançaram 1,16%, a R$ 20,94.

(Beatriz Cutait | Valor)

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