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Bovespa reforça perda e fecha em baixa de 3%, abaixo dos 37 mil pontos

SÃO PAULO - O humor externo voltou a pesar sobre as negociações do pregão derradeiro antes do Natal. Além de dados ruins sobre o mercado imobiliário, os investidores ficaram inseguros em assumir posições tendo dois dias de recesso pela frente enquanto em Wall Street as bolsas abrirão amanhã com muitos dados econômicos para serem analisados.

Valor Online |

No final dos negócios, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, fechou com queda de 3,05%, aos 36.470 pontos. O giro financeiro continuou restrito e somou R$ 2,132 bilhões, praticamente metade do giro de um dia normal.

Em Nova York, o Dow Jones recuava 0,91%, para 8.442 pontos antes do fechamento. O Standard & Poor´s 500 mostrava baixa de 0,73% e o Nasdaq caía 0,65%.

Na primeira metade do pregão os agentes mantiveram as compras. Lá fora o humor se manteve positivo também até o fim da manhã. Mas após a divulgação de novos dados ruins sobre a economia dos EUA os agentes deixaram de lado o ímpeto comprador e passaram a vender.

Kelly Trentin, analista de investimentos da SLW, diz que por aqui a cautela também dobrou devido ao fato de o pregão doméstico fechar amanhã enquanto Nova York opera. Para completar, notícias importantes sobre rendimento e gastos das famílias americanas serão divulgados amanhã, assim como a atividade medida pelas encomendas de bens duráveis na indústria.

Kelly destaca que o humor dos investidores continua muito vulnerável não só aos dados divulgados sobre a economia, mas também pela incerteza sobre a eficácia do que vem sendo feito. Há ceticismo em relação ao pacote de ajuda ao setor automotivo nos EUA. Estima-se que seja pequeno e que não vai ajudar a melhorar a gestão de médio prazo nas montadoras.

"Passado o curto prazo, os investidores se perguntam para que serviram as ajudas (às economias) até agora", avalia Kelly. Para os analistas, o efeito dos socorros nas contas públicas será impactante. Além disso, é consenso de que o reaquecimento da economia depende sobretudo da retomada do setor imobiliário que, aliás, continua trazendo dados ruins.

Conforme dados divulgados hoje, as vendas de casas novas nos Estados Unidos cederam 2,9% em novembro, ficando em uma taxa anual ajustada sazonalmente de 407 mil unidades perante a leitura de 419 mil (dado revisto) de outubro.

A revenda de imóveis usados caiu 8,6% em novembro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,49 milhões de unidades em comparação com a marca de 4,91 milhões de casas registrada em outubro. O mercado esperava manutenção do nível em 4,9 milhões de casas. Para piorar o preço dos imóveis usados caiu 13,2% em um ano até novembro.

Antes desses dados, foi anunciada a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao terceiro trimestre deste ano, que ficou em linha com as estimativas, de queda de 0,5% no período. O dado é idêntico ao informado na prévia para o intervalo.

A boa notícia veio do nível de confiança dos consumidores, que aumentou mais do que o esperado. O indicador medido pela Universidade de Michigan neste mês de dezembro ficou em 60,1, acima da leitura preliminar para o mês, de 59,1. Muitos economistas esperavam um resultado de 58,5. O índice superou ainda a marca de novembro, de 55,3.

Mas essa melhora de avaliação por parte dos consumidores não foi suficiente para sustentar os ganhos nem lá e nem aqui. Entre as principais baixas do dia valem mencionar a queda de 8,14% das ações PN da Gol (R$ 10,39). Usiminas PNA caiu 6,78% (R$ 25,17) e Banco do Brasil ON teve desvalorização de 5,97% (R$ 14,05).

Entre os papéis de maior relevo, Petrobras PN fechou em baixa de 0,63%, a R$ 22, depois de alcançar R$ 22,60 na máxima. Vale PNA fechou a R$ 23,35, com queda de 3,65%, e Bradesco PN caiu 3,93% (R$ 22,75). BM & FBovespa ON fechou em baixa de 5,76% (R$ 5,56)
(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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