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Bovespa reduz queda, mas ainda perde 0,74%; dólar avança 1,62%

SÃO PAULO - Depois de um começo de pregão bastante pessimista, as vendas perderam um pouco de força, mas a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território negativo. Por volta das 13h10, o Ibovespa recuava 0,74%, para 35.

Valor Online |

524 pontos, com giro financeiro em R$ 1,47 bilhão. Na mínima da manhã, registrada pouco depois da abertura, o índice chegou a cair 3,6%.

Em Wall Street, o dia também começou de forma negativa, mas o humor melhorou um pouco depois que o Federal Reserve (Fed) apontou crescimento de 1,3% na produção industrial de outubro, invertendo em parte a queda de 3,7% em setembro, quando fatores climáticos prejudicaram o setor. No segmento financeiro, os agentes receberam a notícia planeja demitir cerca de 50 mil funcionários no curto prazo e reduzir as despesas em 20%. Há pouco, Dow Jones recuava 1,48% e o Nasdaq perdia 1,33%.

Em linha com a maior aversão ao risco, a moeda norte-americana avançava sobre o real. Há pouco, o dólar era negociado a R$ 2,307, elevação de 1,62%. No mercado futuro, a alta é mais pronunciada, com o dólar para dezembro subindo 3,34%, a R$ 2,315.

Segundo o analista da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco, o mercado brasileiro segue a sinalização externa, onde existe a expectativa com novas medidas de ajuda às montadoras norte-americanas e sobre como será feira a efetivação dos projetos discutidos no fim de semana pelo G-20.

Na avaliação de Pacheco, a reunião não apresentou nada de concreto, mas o ponto importante é que os líderes das 20 maiores economias do mundo chegaram a um consenso sobre maior transparência de regulação do mercado financeiro. " Agora, como isso será feito ninguém sabe. "
Observando a Bovespa no curto prazo, o analista acredita que a instabilidade seguirá dominando os negócios, com o índice oscilando entre os 35 mil e 40 mil pontos. Expectativa de melhora, com tendência de alta, só deve se confirmar quando as medidas adotadas nos Estados Unidos e Europa começarem a surtir efeito sobre a economia, reduzindo a preocupação com um quadro recessivo global.

Ainda de acordo com Pacheco, apesar da crise, o baixo preço dos ativos cria uma boa oportunidade de investimento. " Mas o investidor tem que ter visão de longo prazo " , ressalva.

No âmbito corporativo, os carros-chefe puxavam as quedas, com a ação PN da Petrobras declinando 1,73%, para R$ 20,40, e Vale PNA recuando 2,69%, a R$ 23,84. Os bancos também perdiam valor. Bradesco PN desvalorizava 2,29%, cotado a R$ 23,40, e Itaú PN caía 1,97%, negociado a R$ 25,30.

Apesar da redução de 94% no lucro líquido do terceiro trimestre, a ação ON da CNS ganhava 0,43%, para R$ 23,30. O desempenho da companhia no período ficou acima do esperado por alguns analistas.

Dentro do índice, destaque de alta para Telemar Norte Leste PNA, de 6,33%, para R$ 53,86. Eletrobrás PNB e Celesc PNB também ganhavam mais de 6% cada, para R$ 25,00 e R$ 35,89, respectivamente.

Na ponta oposta, as construtoras seguem em baixa. Gafisa ON diminuía 5,93%, a R$ 9,03, e Rossi ON aumentava 5,75%, a R$ 3,11. Cyrela ON valia 5,40% menos, a R$ 7.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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