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Bovespa reduz perdas e fecha em queda de 0,43%

A Bovespa teve um pregão muito volátil, por causa do vaivém das bolsas norte-americanas e também por uma razão própria, no caso, os vencimentos. Depois de uma abertura em alta, o principal índice à vista virou para baixo e assim ficou até o final, diminuindo as perdas na última hora com a melhora de Wall Street.

Redação com agências |

 

Os investidores, lá, gostaram do plano para conter a execução de hipotecas, embora os indicadores ruins tenham limitado compras mais firmes.

O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,43%, aos 39.674 pontos.

As atenções de hoje estavam voltadas para o plano de ajuda do governo norte-americano aos detentores de hipotecas. Serão US$ 75 bilhões em subsídios para ajudar até 9 milhões de mutuários e mais US$ 200 bilhões que o Tesouro usará para financiar as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. O principal objetivo da proposta é evitar que os mutuários com dívidas maiores do que o valor de suas casas atrasem seus pagamentos. O governo quer também ajudá-los a refinanciar seus empréstimos e usar seu controle sobre a Fannie Mae e a Freddie Mac para estabilizar os preços das moradias e oferecer liquidez.

Os indicadores conhecidos hoje nos EUA foram ruins e pesaram contra a alta do mercado. As construções de residências iniciadas caíram 16,8% em janeiro, para o recorde de baixa de 466 mil; e a produção industrial dos EUA recuou 1,8% em janeiro, entre outros dados.

A ata da reunião do mês passado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) não fez preço nos ativos por lá. No documento, o Fed afirmou ver uma "uma contração continuada e aguda na atividade econômica real" e rebaixou suas projeções para o desempenho da economia em 2009.

No Brasil, Vale deu suporte ao Ibovespa, ao operar no azul praticamente durante toda a sessão. Vale ON terminou em alta de 2,02% e PNA, de 1,89%. Amanhã, a mineradora divulga seu balanço do quarto trimestre, assim como Gerdau e Usiminas. Petrobras ON recuou 2,29% e PN, 1,93%. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo perdeu 0,89% e terminou o dia cotado a US$ 34,62 o barril.

Dólar

O dólar subiu nesta quarta-feira, espelhando a aversão dos investidores ao risco, com preocupações sobre a gravidade da crise mundial e o ceticismo quanto aos esforços para frear a recessão.

A moeda americana fechou o dia em alta de 1,16%, cotada a R$ 2,352, maior cotação desde 21 de janeiro.

"Na verdade o que está acontecendo é uma forte aversão a risco, devido principalmente às últimas notícias relacionadas ao PIB de grandes economias", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio.

"Essa aversão a risco faz com que as pessoas corram para um porto seguro, o dólar. Elas têm comprados ativos norte-americanos para se resguardarem --swap, títulos--, o que acaba impulsionando o dólar", explicou Galhardo.

(Com informações da Reuters e Agência Estado)

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