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Bovespa reduz perdas com chance de novo resgate às montadoras dos EUA

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território negativo, mas as vendas são menos acentuadas do que as registradas no começo do pregão. O forte pessimismo deu uma trégua depois que a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse o governo estuda utilizar dinheiro do plano de resgate ao setor financeiro para ajudar as montadoras.

Valor Online |

Depois de cair 3,9% na mínima da manhã, por volta das 13h20, o Ibovespa registrava baixa de 1,02%, aos 38.125 pontos, com giro financeiro em R$ 1,17 bilhão.

A notícia também segura o ímpeto vendedor em Wall Street, limitando as perdas do Dow Jones a 1,01%. O Nasdaq já apontava alta de 0,16%. " Um colapso dessa indústria teria severo impacto na nossa economia. Seria irresponsável desestabilizar nossa economia neste momento " , disse Dana.

O projeto de US$ 14 bilhões em empréstimos de curto prazo às montadoras foi derrubado na noite de ontem no Senado dos EUA. Os senadores divergiram sobre questões envolvendo salários e benefícios dos trabalhadores sindicalizados. Agora, a Casa Branca estuda usar parte dos US$ 700 bilhões destinados aos bancos para financiar o setor.

Para o gestor da Global Equity, Octávio Vaz, a questão das montadoras dá o tom dos negócios hoje, mas o mercado exagerou na reação. " Isso não é um divisor de águas, algo que justifique as quedas acentuadas do começo do dia. "
Segundo o especialista, o mundo continua na mesma situação. Ainda não é possível identificar o quanto a economia real vai ser afetada por esse quadro recessivo. " E sem ajuda as montadoras o desempenho deve ser um pouco pior. "
Independente do noticiário, Vaz aponta que a questão mais difícil continua sendo precificar os ativos em meio a essa conjunção de fatores negativos que são esperados para a economia mundial no ano que vem.

Na visão do especialista, o primeiro trimestre de 2009 ainda deve ser complicado. " Encerrado esse período, o mercado deve ter uma visão mais clara para onde vai a recessão. Se ela vai demorar de 14 a 16 meses, que é a média das últimas recessões, ou se ela será mais longa do que isso. "
No âmbito corporativo, destaque para os papéis da Petrobras, que subiam 0,31%, para R$ 22,40, revertendo uma perda de 5,5% observada no período da manhã.

Segurando o índice em território negativo, Vale PNA caía 0,48%, para R$ 24,65. BM & FBovespa ON perdia 3,16%, saindo a R$ 5,81, e Bradesco PN declinava 0,77%, para R$ 24,20.

Com o aumento da incerteza os setores de telecomunicações e energia voltaram ao foco dos investidores, fazendo valer seu caráter defensivo. TIM Part PN ganhava 3,57%, para R$ 4,35, e Eletrobrás PN subia 1,23%, a R$ 25,50.

Destaque de alta pelo segundo dia para a ação ON da Rossi, que valorizava 7,33%, a R$ 3,66. As aéreas também registravam ganhos. GOL PN subia 3,97%, para R$ 10,19, e TAM PN ganhava 3,05%, a R$ 20,89.

As ações do frigorífico JBS, dono da marca Friboi, lideravam as perdas dentro do índice. O papel ON caía 9,72%, a R$ 5,01. O Japão parou de importar carne de uma das unidades da empresa nos Estados Unidos depois de encontrar produtos fora da especificação em uma das encomendas.

A ação PNB da Aracruz declinava 1,59%, a R$ 1,85. A empresa ainda não fechou acordo com os bancos para renegociar uma dívida de US$ 2,1 bilhões em derivativos.

A instabilidade externa também pesa sobre a formação da taxa de câmbio, pois eleva a aversão ao risco e derruba o preço das commodities. Além disso, tal cenário não contribui para que os investidores continuem diminuindo suas posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro. Nos últimos dias, esses contratos recuaram em cerca de US$ 3 bilhões. Há pouco, o dólar era negociado a R$ 2,376 na venda, avanço de 1,32%. Na máxima, a moeda chegou a R$ 2,42.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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