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Bovespa recua e fecha em baixa; dólar tem leve alta e vai a R$ 1,575

Depois de operar em alta durante quase todo o pregão, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a segunda-feira em baixa de 0,58%, aos 56.869 pontos, na esteira das perdas observadas pelo mercado acionário americano. Foi a quinta queda consecutiva do índice Ibovespa.

Redação com Agência Estado |


A alta exibida pelas ações mais líquidas (blue chips), de Vale e Petrobras, e pelo setor siderúrgico foi insuficiente para garantir o mesmo sinal para o índice, uma vez que o volume foi muito fraco e isso faz com que qualquer movimento ganhe relevância.

O giro de hoje totalizou apenas R$ 3,99 bilhões. A Bovespa oscilou entre a mínima de 56.839 pontos (-0,63%) e a máxima de 58.176 pontos (+1,71%). No mês, acumula perdas de 12,53% e, no ano, de 10,98%.

A operação de hoje foi predominantemente de tesouraria, comentou um profissional ao ressaltar que as ordens de compras ocorridas concentraram-se nos papéis ligados a matérias-primas (commodities). Daí o desempenho de Vale, Petrobras e siderurgia para cima.

Mas este comportamento foi insuficiente para manter a Bolsa na mesma trajetória o pregão todo. Isso porque o índice Dow Jones, de Nova York, recuou 2,11%, o S&P encerrou em baixa de 1,86% e o Nasdaq, de 2%.

Parte da queda de lá foi culpa da alta dos metais e do petróleo - o barril negociado na Bolsa Mercantil de Nova York avançou 1,19%, para US$ 124,73, por causa da confirmação, pela Royal Dutch Shell, de que parte de sua produção está suspensa na Nigéria, devido a ataques de grupos militantes.

Mas a principal causa para o tombo em Wall Street foi o comportamento em baixa das ações do setor financeiro. Os investidores estão céticos com a capacidade de grupos financeiros, que tradicionalmente atuam como motores tanto do mercado de ações quanto da economia dos EUA como um todo, sustentarem um rali enquanto continuam as pressões sobre os preços dos imóveis e sobre o valor de ativos de crédito.

Uma das notícias que ajudaram a incentivar as vendas foi publicada no Wall Street Journal e informava que reguladores federais fecharam mais dois bancos nos EUA, o First National Bank of Nevada e o First Heritage Bank of Newport Beach. Ainda segundo o "Journal", o órgão regulador do mercado de capitais americano está investigando rumores que circularam sobre o Lehman Brothers Holdings nas últimas semanas e derrubaram as ações.

Para terça-feira, a agenda segue carregada, inclusive de balanços - saem números da GM, Santander e British Petroleum, entre outros - e os nervos vão continuar tensos. O que significa dizer que pode ser mais um dia de queda à Bolsa doméstica.

Em tempo: a segunda-feira foi a estréia das ações ON da Iron X e da LLX, oriundas da cisão parcial da MMX Mineração e Metálicos. Ambas subiram, 27,26% e 23,12%, respectivamente.

Dólar

O dólar inverteu o sinal de baixa em relação ao real apresentado na abertura dos negócios nesta segunda-feira e fechou em alta de 0,06%, cotado a R$ 1,575. A moeda norte-americana registrou esta leve alta depois de dois pregões seguidos de baixa e cotações não registradas desde janeiro de 1999.

A sessão de segunda-feira ficou marcada pela baixa volatilidade, variando dentro da estrita faixa de R$ 1,572 a 5$ 1,576.

"O mercado está totalmente de lado. Hoje não teve nenhum grande ingrediente que possa influenciar o mercado", disse Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista.

Segundo o operador, o mercado deve atuar pontualmente aos indicadores durante a semana, observando os resultados corporativos internos e externos e os números do mercado de trabalho norte-americano na sexta-feira. No cenário doméstico, a atenção deve ficar sobre a ata da última reunião do Copom, na quinta-feira.

Nesta segunda-feira, dados divulgados pelo Banco Central mostraram que o fluxo cambial de julho até o dia 24 teve um saldo negativo de US$ 2,411 bilhões. O déficit se deve em grande parte por conta de um saldo negativo de US$ 4,190 bilhões no segmento financeiro.

Em junho, o fluxo cambial apresentou um saldo negativo de US$ 877 milhões, enquanto que no mesmo período do ano passado, o fluxo foi positivo em US$ 16,561 bilhões.

Apesar da forte deterioração do movimento do câmbio, Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, ressalta que é preciso fazer uma análise mais ampla destes números.

O gerente lembrou, por exemplo, que em março o ministro do Fazenda, Guida Mantega, anunciou o fim da exigência de que os exportadores internalizem parte de suas receiras com vendas, podendo desta forma deixar a totalidade dos recursos no exterior.

"Apesar de todo esforço (do BC) para que o dólar não decline ainda mais, o real vai se mantendo", disse Arruda, completando que com as expectativas de alta dos juros domésticos, a moeda norte-americana tem espaço para deceder ainda mais.

Segundo Arruda, o dólar deve se manter entre R$ 1,55 e R$ 1,60, operando com certa instabilidade de acordo com os desdobramentos da crise norte-americana, mas "não com volatilidade".

Nesta sessão o Banco Central, realizou um leilão de rolagem de swap reverso dos contratos com vencimento em 1o de agosto. A operação, que funciona como uma aposta dos bancos na queda do dólar, vendeu o equivalente a US$ 1,707 bilhão de dólares e pela segunda vez consecutiva não foram aceitos todas os contratos propostos pela autoridade monetária.

O BC também realizou, no meio da sessão, um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu a taxa de corte a R$ 1,5742.

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