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Bovespa recua 3,87% com queda do petróleo e de bolsas em NY

SÃO PAULO - A baixa liquidez, a queda dos preços das commodities e o humor comprometido ainda pela cautela dos agentes em relação à economia global deram o tom dos negócios hoje na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde a trajetória de baixa foi relevante. No final dos negócios, o Ibovespa marcou 37.618 pontos, em queda de 3,87%.

Valor Online |

Entre a mínima e a máxima, alcançada logo após a abertura, o índice variou de 37.477 pontos a 39.451 pontos. O volume financeiro movimentado ficou praticamente na metade da média recente, em R$ 2,521 bilhões.

Na abertura dos negócios o índice chegou a operar no azul, movido pela ampliação do pacote de incentivo ao consumo nos Estados Unidos, para US$ 775 bilhões, e pela indicação de que o presidente eleito dos EUA Barack Obama pretende ampliar o número de empregos com iniciativas de estímulo à atividade.

O corte do juro básico na China também ajudou a manter as primeiras variações de alta na bolsa paulista. Mas o sinal não se sustentou após a abertura em baixa das bolsas em Nova York e o parco volume de negócios acabou ampliando a variação de queda na bolsa brasileira.

Lá fora os agentes ficaram especialmente pessimistas com a previsão de prejuízo neste ano por parte da montadora Toyota. Será o primeiro resultado negativo da empresa em mais de 70 anos e os agentes começam a perceber que o estrago da crise vem sendo rápido e forte.

Pedro Galdi, analista de investimentos da corretora SLW, lembra que a incerteza em relação à implementação e eficácia do plano de socorro às montadoras americanas também ajudou os papéis das empresas a tombar em Wall Street. Pouco antes do fechamento, o índice Dow Jones marcava baixa de 1,50%, o Standard & Poor´s caía 2,53% e o Nasdaq cedia 3,01%.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, destaca também a forte queda dos preços do petróleo, que atinge diretamente os papéis da Petrobras. Segundo ele, a base do movimento está amparada nas preocupações com a demanda global. O raciocínio é valido não só para óleo cru, mas também para commodities metálicas e alimentares devido ao temor de forte desaceleração, especialmente na China, cujo consumo vinha sustentando os preços praticados antes da crise.

Ambos os agentes concordam que boa parte do esperado rali de fim de ano já ocorreu nas duas últimas semanas, o que não abriga previsões de recuperação significativa para os próximos dias.

Entre as baixas mais significativas, as ações da CSN caíram 9,65% (R$ 28,49); as da BM & FBovespa cederam 8,09% (R$ 5,90) e Gerdau PN perdeu 6,65% (US$ 14,70). No grupo de pesos pesado no índice, Petrobras PN teve desvalorização de 5,18%, negociada a R$ 22, e Vale PNA cedeu 4,40%, para R$ 24,07. Perda de 5,49%, para o ativo PNA da Usiminas, que fechou valendo R$ 26,74.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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