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Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - De olho na indefinição dos mercados internacionais e com as ações na máximas em dois meses, o investidor da Bovespa deixou a posição francamente compradora para ajustar carteiras, o que produziu uma sessão comportada nesta segunda-feira.

Após mudar de direção várias vezes, mas sem nunca se distanciar muito do zero, o Ibovespa fechou o dia desvalorizado em 0,39 por cento, aos 68.575 pontos. O movimento financeiro do pregão foi de 6,16 bilhões de reais.

"Após uma melhora na semana passada, o mercado parece estar tentando encontrar um novo ponto de equilíbrio, enquanto espera por mais notícias de Europa e Estados Unidos", disse o responsável por renda variável da Banif Corretora, Raffi Dokuzian.

Enquanto refletiam resquícios do otimismo de sexta-feira, quando dados do mercado de trabalho norte-americano levaram as bolsas para cima, os investidores seguiram aguardando novidades de uma definição da crise da dívida de países da zona do euro.

A agenda vazia de indicadores econômicos dos EUA não deu direção para os principais índices de Wall Street, que fecharam perto do zero, o mesmo acontecendo com o mais importante indicador europeu de ações. Os mercados de commodities e câmbio tampouco ajudaram a nortear os negócios.

Assim, o investidor da Bovespa preferiu girar carteiras, desfazendo-se de papéis que subiram forte recentemente, como os do setor imobiliário. A apatia com o segmento foi ilustrada por BR Properties, que teve a estreia no pregão pintada de vermelho.

O papel fechou depreciado em 2,31 por cento, a 12,70 reais, após ter saído abaixo da faixa estimada pelos coordenadores da oferta primária e secundária, que girou 1,07 bilhão de reais. As grandes do setor também tiveram um dia fraco, como Cyrela, que caiu 2,57 por cento, a 21,96 reais.

Na ponta contrária, CSN foi um dos destaques, subindo 2,60 por cento, para 63,90 reais, após a Itaú Corretora ter incluído o papel na lista sugerida de ações brasileiras.

Fora do índice, a expectativa de adiamento do Plano Nacional de Banda Larga empurrou as preferenciais de Telebrás para uma baixa de 13 por cento, a 1,93 real.

Numa sessão caracterizada pela volatilidade, a variação levemente negativa das blue chips acabou fazendo a diferença. A ação preferencial da Petrobras fechou o dia valendo 35,70 reais, após cair 0,3 por cento, mesma variação da preferencial da Vale, que saiu a 47,21 reais.

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