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Bovespa pode ter pregão de recuperação nesta quarta-feira

SÃO PAULO - Depois dois dias seguidos de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pode passar por um pregão de recuperação nesta quarta-feira. A indicação de alta está alinhada com os mercados externos e é ilustrada pelo comportamento do índice futuro.

Valor Online |

Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro subia 0,92%, para 38.150 pontos.

Em Wall Street, a indicação também é de alta, com o bom humor do investidor apoiado nos resultados da IBM, que surpreendeu o mercado ontem à noite ao reportar crescimento de 12% no lucro trimestral e fazer uma previsão otimista para 2009. A companhia prevê lucro por ação de US$ 9,20 para o ano, contra estimativa de US$ 8,70.

A agenda é pouco carregada, com destaque para os resultados trimestrais de Apple, BlackRock e eBay. Atenção também para a audiência de Timothy Geithner, indicado pelo presidente norte-americano Barack Obama para ocupar o Tesouro dos Estados Unidos. Ele será sabatinado pela comissão de finanças do Senado e tentará explicar por que precisa de mais dinheiro além dos US$ 700 bilhões já aprovados pelos congressistas para sanear o sistema financeiro. Geithner também deve explicações por não ter pago impostos enquanto trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI).

No mercado interno, o destaque é a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). As apostas estão divididas entre corte de 0,75 ponto e 1 ponto percentual. Atualmente a Selic vale 13,75% ao ano. Qualquer que seja a opção do colegiado, a reação fica para a quinta-feira, pois a decisão só é comunicada após o encerramento dos mercados.

Os investidores também não deixam de acompanhar o setor financeiro, foco da recente rodada de instabilidade depois que grandes intuições anunciaram perdas bilionárias. Depois dos EUA e da Inglaterra, a França se viu obrigada a dar socorro aos bancos do país. O governo concordou em injetar cerca de US$ 14 bilhões no sistema financeiro, mas em troca pede que os executivos não recebam bônus. Na noite de ontem, o governador do Banco da Inglaterra, Mervyn King, disse que a instituição lançará, em breve, um plano para a compra de ativos visando estimular o mercado de crédito.

A possibilidade de um dia menos negativo também influi na cotação do dólar, que opera em baixa ante o real. Há pouco, a moeda valia R$ 2,361 na venda, queda de 0,46%. No entanto, alguns analistas não vêem muito espaço para o preço da divisa recuar, pois as fontes de receita em moeda estrangeira do país estão prejudicadas pela crise. Não há dinheiro entrando via exportações, investimentos diretos e indiretos.

No mercado europeu, o dia é de ajuste. Ontem, as bolsas fecharam antes da piora de humor em Wall Street. Há pouco, o FTSE-100, da Bolsa de Londres, perdia 1,59%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,45%.

Ontem, o discurso de posse do presidente Obama não fez preço nos mercados, que seguiram em forte pessimismo com os bancos e outras instituições financeiras. Com isso, Dow Jones caiu 4,01%, e rompeu a barreira dos 8 mil pontos. Na bolsa eletrônica Nasdaq o dia também foi negativo, com perda de 5,78%.

Refletindo o sinal externo, o Ibovespa também recuou 4,01%, para 37.272 pontos, e passou a registrar desvalorização de 0,74% no acumulado de 2009. O giro financeiro foi baixo, somando R$ 2,86 bilhões.

As bolsas na Ásia assimilaram, hoje, essas perdas fechando a quarta-feira em território negativo. Tóquio caiu 2,04%, Seul recuou 2,06%, e Xangai e Hong Kong perderam 0,46% e 2,90%, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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