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Bovespa pode registrar novo pregão de baixa na terça-feira

SÃO PAULO - A terça-feira pode marcar o terceiro dia seguido de baixa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em fevereiro caía 1,27%, para 39.

Valor Online |

450 pontos.

Dia negativo também se desenha em Wall Street, onde os investidores se preparam para uma fraca temporada de balanços trimestrais depois que a Alcoa reportou prejuízo de US$ 1,2 bilhão no quarto trimestre do ano passado. A semana ainda reserva os resultados do JP Morgan e da Intel.

Sem indicadores relevantes na agenda do dia, o destaque fica por conta do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, que falará sobre as respostas da política monetária à crise de crédito.

Na Europa, as mineradoras e os bancos seguem perdendo valor, puxando uma perda de 2,07%, para o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres. Em Frankfurt, o Xetra-DAX recuava 2,16%.

No mercado de commodities, que tem grande influência sobre os negócios por aqui, o petróleo era transacionado abaixo dos US$ 37 o barril no pregão eletrônico. Ainda no segmento, a Rússia retomou o envio de gás à Europa por meio da Ucrânia, no entanto a empresa russa Gazprom acusa o país de estar bloqueando o trânsito do combustível para outras localidades da Europa.

No câmbio, a perspectiva negativa para as matérias-primas cria espaço para o dólar avançar sobre o real. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,308 na venda, alta de 0,52%.

Ontem, quando a taxa ultrapassou os R$ 2,30 o Banco Central atuou no mercado à vista. Para hoje, a autoridade monetária tem programado um leilão de linha (venda de moeda com compromisso de recompra).

No mercado futuro, os investidores elevaram as posições compradas, ou apostas contra o real, abrindo a semana com cerca de 278 mil contratos, o que equivale a US$ 13,9 bilhões.

No pregão de ontem, o baixo valor das matérias-primas e o cenário externo negativo puxaram uma queda de 5,24% para o Ibovespa, que fechou aos 39.403 pontos. A perda foi a maior desde o dia 21 de novembro. O giro financeiro somou R$ 3,39 bilhões, com os negócios concentrados no final do pregão. Petrobras, Vale e siderúrgicas lideraram as baixas.

Em Wall Street, a semana também começou de forma negativa, com novos rumores de problemas financeiros no Citigroup. Ao final do pregão, o Dow Jones apontava baixa de 1,46%, enquanto o Nasdaq perdeu 2,09%.

Na Ásia, a terça-feira foi de alta apenas em Seul, onde o Seul Composite apresentou valorização de 0,95%. Já em Tóquio, o Nikkei-225 caiu 4,79%. Na China, Hong Kong e Xangai caíram 2,17% e 1,95%, respectivamente. As exportações chinesas caíram 2,8% em dezembro, pior resultado desde abril de 1999.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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