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Bovespa perdeu 6,54% e dólar subiu a R$ 2,458 na sexta-feira

SÃO PAULO - Sem muita surpresa, a sexta-feira foi um dia negativo para os mercados brasileiros, em especial para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que, devido ao feriado de quinta-feira, não refletiu a queda acentuada no preço dos ativos em Wall Street naquele dia. No câmbio, o dólar reafirmou sua trajetória de alta e testa valores não observados desde julho de 2005.

Valor Online |

Com dinâmica própria, os juros futuros apontaram para baixo, evidenciando a expectativa de mudança da condução da política monetária em função da crise econômica mundial.

O evento mais relevante do dia aconteceu depois que os mercados brasileiros já tinham fechado. Saíram notícias de que o presidente eleito Barack Obama já teria escolhido nomes importantes de seu gabinete.

Para o Departamento do Tesouro, o escolhido seria o presidente da unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Timothy Geithner, substituindo Henry Paulson.

Pela reação em Wall Street, tal nomeação é bem-vinda. Em menos de uma hora, o Dow Jones imprimiu alta de 6,54%, retomando o patamar dos 8 mil pontos. O S & P 500 ganhou 6,32% e o Nasdaq subiu 5,18%.

De volta ao Brasil, o Ibovespa voltou para o menor patamar de preço desde 27 de outubro, caindo 6,45%, para 31.250 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,7 bilhões. Com isso, o índice encerra o período acumulando perda de 12,68%. No mês, a queda está em 16,12%. No ano, a desvalorização é de 51%.

No câmbio, a demanda por moeda norte-americana segue elevada, com os investidores que buscam proteção alimentando um ciclo vicioso de maiores posições compradas puxando o preço da moeda e exigindo nova compra de dólar.

Depois de bater R$ 2,482 na máxima do dia, as compras perderam um pouco de força, mas ainda assim o dólar comercial fechou com alta de 2,84%, negociado a R$ 2,456 na compra e R$ 2,458 na venda. Tal valor de fechamento não era observado desde 25 de julho de 2005, quando a divisa ficou em R$ 2,462.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda subiu 3,13%, finalizando aos R$ 2,470. O giro financeiro somou apenas US$ 73 milhões.

O comportamento dos juros futuros reforça a visão dos analistas de que a crise será mais grave do que se espera no Brasil. Antecipando uma acentuada queda na atividade econômica e conseqüente baixa na inflação os vencimentos perdem inclinação, ou seja, o mercado projeta juro menor como resposta a esse cenário.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,07 ponto percentual, para 14,85%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,06 ponto, para 15,57%, e janeiro 2012 apontava 15,79%, desvalorização de 0,03 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,02%, forte queda de 0,30 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,06 ponto, a 13,50%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 255.790 contratos, equivalentes a R$ 22,38 bilhões (US$ 9,33 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 124.065 contratos, equivalente a R$ 10,65 bilhões (US$ 4,44 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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