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Bovespa perdeu 1,53% em dia de correção; dólar recuou para R$ 2,237

SÃO PAULO - A semana começou sem direção única para os mercados brasileiros. Os investidores realizaram lucros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que vinha de quatro pregões seguidos de alta, e no mercado de juros futuros, que tinha recuado com força na sexta-feira.

Valor Online |

Já no câmbio, prevaleceram as vendas, com os investidores estrangeiros dando sequência ao desmanche de suas posições compradas no mercado futuro.

O assunto da segunda-feira foi a apresentação do novo plano americano de resgate ao setor financeiro e a esperada votação do plano de estímulo econômico do presidente dos EUA, Barack Obama.

Carregando mais o tom dos últimos discursos, em entrevista concedida ontem, Obama disse que ,caso o Congresso não aprove logo o pacote, a economia cairá em uma crise tão profunda que não haverá reversão.

A Bovespa tentou garantir mais um dia de alta, mas a venda de ações da Vale e das siderúrgicas durante à tarde tirou o índice dos 43.441 pontos registrados na máxima do dia. Ao fim do pregão, o Ibovespa somou 42.100 pontos, queda de 1,53%, com giro financeiro em R$ 4,25 bilhões.

Destaque para o papel PN da Petrobras, que seguiu em alta, limitando, assim, as perdas do dia, mesmo com o petróleo caindo abaixo dos US$ 40 o barril pela primeira vez em três semanas.

Vale PNA liderou as quedas ao cair 2,95%. O papel ganhou 15,95% na semana passada em cima de notícias de maior demanda por frete marítimo e queda nos estoques de minério da China.

Em Wall Street, o Dow Jones oscilou entre ganhos e perdas até fechar com baixa de 0,12%. O Nasdaq fechou praticamente estável, com leve recuo de 0,01%.

No câmbio, a percepção dominante é de que os estrangeiros continuam reduzindo suas apostas contra o real no mercado futuro. Os contratos comprados caíram US$ 2,4 bilhões na semana passada, mas ainda somam cerca de US$ 10 bilhões.

Em declínio desde o começo dos negócios, a moeda norte-americana fechou o dia valendo R$ 2,235 na compra e R$ 2,237 na venda, redução de 0,75%. O valor é o menor desde 6 de janeiro, quando a divisa bateu R$ 2,18.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,49%, fechando também a R$ 2,237. O giro financeiro somou US$ 179,25 milhões.

O Banco Central (BC) segue ausente do mercado à vista, o que evidencia maior fluxo de dinheiro, segundo alguns agentes de mercado.

Os juros futuros tiveram um pregão de alta, com o boletim focus e os dados da Anfavea sobre a produção de veículos estimulando uma correção de preços. Segue a percepção de que a curva já embute os movimentos do Comitê de Política Monetária (Copom), o que restringe a tomada de novas posições.

A sondagem do BC com agentes de mercado aponta Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,73% no fechamento de 2009, contra previsão anterior de 4,6%. O Boletim Focus também mostrou redução nos prognósticos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa caiu de 1,8% para 1,7%. Já as projeções para câmbio e Selic ao final do ano foram mantidas em R$ 2,30 e 10,75%, respectivamente.

A Anfavea apontou que a produção de veículos disparou 92,7% em janeiro na comparação com dezembro, quando a produção tinha afundado 47% perante novembro. Já em comparação com janeiro do ano passado, foi registrada retração de 27,1%.

Na BM & F, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,11 ponto, a 11,14%. O contrato para janeiro 2011 ganhou 0,09 ponto, para 11,53%, e janeiro 2012 apontava 11,95%, aumento de 0,18 ponto.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,04 ponto, a 12,63%, e o contrato para junho de 2009 cedeu 0,03 ponto, projetando 11,79%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 371.400 contratos, equivalentes a R$ 33,33 bilhões (US$ 14,71 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 225.060 contratos, equivalentes a R$ 20,50 bilhões (US$ 9,05 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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