Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa perdeu 1,46% e dólar subiu a R$ 2,294 em dia de correção

SÃO PAULO - Passada a euforia com a possibilidade de um novo plano de resgate para bancos e a votação na Câmara dos Estados Unidos do pacote de estímulo econômico - aprovado na noite de quarta -, a quinta-feira foi um dia de ajuste de preços nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa, o dólar subiu ante o real, mas ainda vale menos de R$ 2,30 e os juros futuros fecham em alta, apesar da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) acenar com novas reduções na taxa Selic.

Valor Online |

Contribuindo para o ajuste, o cenário teve tom negativo, com os agentes voltando o foco para dados econômicos ruins e balanços corporativos negativos, como o da Ford, que perdeu US$ 5,9 bilhões no quarto trimestre, fechando 2008 com prejuízo de US$ 14,6 bilhões. Pior resultado em seus 105 anos de história.

No campo econômico, a venda de imóveis novos caiu 14,7% em dezembro, para 331 mil unidades na taxa anualizada, pior resultado desde 1963. As encomendas de bens duráveis à indústria recuaram 2,6% no último mês de 2008 e 588 mil norte-americanos foram até um escritório do governo para receber seu seguro-desemprego na semana passada.

A agenda da sexta-feira também impôs cautela. Será apresentada a preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre e a previsão é de resultado negativo de 5% a 5,5%.

Na Bovespa, que vinha de quatro pregões seguidos de alta, a perda foi de 1,46%, levando o o Ibovespa para os 39.638 pontos. O giro financeiro foi baixo, somando R$ 2,83 bilhões, o menor desde 20 de janeiro.

Em Wall Street, as quedas foram mais acentuadas, com o Dow Jones recuando 2,70%, enquanto o Nasdaq perdeu 3,24%.

Independentemente das oscilações do dia-a-dia, o economista da Win, home broker da Corretora Alpes, José Goés, avalia que a Bovespa continua firme, tentando se descolar do mercado externo. Sinal claro disso é que, enquanto Dow Jones e S & P acumulam recuo de cerca de 6% em janeiro, o Ibovespa tem valorização de 5,5%.

No câmbio, o dia também foi de correção. Ao contrário do observado na quarta-feira, a atuação do Banco Central (BC) acabou estimulando as compras.

Depois de um pregão instável, no qual o dólar comercial chegou a cair a R$ 2,251 na mínima. A moeda fechou o dia valendo R$ 2,292 na compra e R$ 2,294 na venda, com valorização de 0,83%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda teve alta de 0,88%, fechando a R$ 2,295. O giro financeiro somou US$ 289,5 milhões.

Os contratos de juros futuros acumularam prêmio na sessão de ontem, mais por realização de lucro, com grandes players desfazendo posições antes do encerramento do mercado do que pelo conteúdo da ata do Copom.

O documento teve viés positivo, com os comentários do BC alinhados à percepção do mercado de menor demanda interna e melhor perspectiva inflacionária. A ata também não descartou a possibilidade de novos cortes de 1 ponto percentual na Selic.

Ao fim do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, terminou com alta de 0,04 ponto, a 11,27%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,13 ponto, 11,55%. E janeiro 2012 apontava 11,91%, desvalorização de 0,26 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,65%, alta de 0,01 ponto. O vencimento para março aumentou 0,05 ponto, para 12,68%. E julho de 2009 acumulou 0,03 ponto, projetando 11,78%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 640.310 contratos, equivalentes a R$ 57,04 bilhões (US$ 28,82 bilhões), montante 84% maior do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 306.705 contratos, equivalente a R$ 27,82 bilhões (US$ 12,11 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG