SÃO PAULO - Descolada do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não apenas perdeu o suporte dos 70 mil pontos como inverteu o rumo e passou a registrar queda. Minutos atrás, o Ibovespa operava próximo da estabilidade - avançava 0,02%, aos 69.

954 pontos, com giro financeiro de R$ 2,825 bilhões.

Em Wall Street, as bolsas americanas seguiam no campo positivo. Há pouco, o índice Dow Jones aumentava 0,45%, enquanto Nasdaq ganhava 0,62% e S & P 500 tinha alta de 0,61%.

O assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, assinala que a reversão da Bolsa pode ter sido gerada pela preocupação do investidor em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A instituição anuncia hoje sua decisão e o mercado está bem dividido entre a expectativa de alta da Selic nesta ou na próxima reunião.

"Além disso, toda vez que a bolsa chega à faixa de 70 mil a 71 mil pontos, ela perde força e não consegue avançar, tendo em vista a falta de definição no cenário externo e a própria parada do fluxo de investidor estrangeiro. Com isso, o mercado aproveita para realizar lucro", diz Monteiro.

Entre as "blue chips", enquanto os papéis PNA da Vale declinavam 0,08%, a R$ 47,79, as ações PN da Petrobras subiam 0,08%, a R$ 37,24.

O setor de siderurgia e de mineração contribuíam para reduzir os ganhos do mercado acionário. Há instantes, figuravam entre as maiores baixas do Ibovespa as ações ON da CSN, com queda de 1,64%, a R$ 67,42, e os papéis ON da mineradora MMX, com recuo de 1,41%, a R$ 13,90. As ações ON da Gerdau cediam 0,37%, a R$ 21,12.

(Beatriz Cutait | Valor)

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