A terça-feira foi um desfile de más notícias para o mercado financeiro, sobretudo na Europa e Estados Unidos, onde pipocaram informações que levaram os investidores a fugir do risco, com impacto direto no preço das ações. As commodities fecharam em queda, penalizando a Bovespa, que recuou pela terceira sessão consecutiva.

O Ibovespa cedeu 1,60%, aos 66.108,33 pontos. Nestes três dias no vermelho, perdeu 2,54%. Na Europa, o índice Ifo de ambiente para os negócios caiu em fevereiro pela 1ª vez em 11 meses, para 95,2, abaixo da previsão dos analistas de 96,4. Além disso, a agência de risco Fitch rebaixou os ratings dos quatro maiores bancos da Grécia, afirmando que o aperto fiscal do governo terá "um efeito significativo na economia real".

Nos Estados Unidos, o índice de confiança do consumidor do Conference Board caiu de 56,5 em janeiro para 46,0 em fevereiro, bem abaixo da previsão média de analistas, de queda para 54,8. A aversão ao risco fez os investidores buscarem refúgio no dólar, que por aqui marcou o segundo pregão de alta. A moeda no balcão subiu 0,94%, a R$ 1,8260. Os juros futuros exibiram leves altas. A taxa para janeiro de 2011 subiu a 10,36%.

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