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Bovespa passa a cair; dólar também opera em alta

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não resiste à instabilidade externa e passa a operar em território negativo. Por volta das 15h35, o Ibovespa caía 1,53%, aos 33.573 pontos, após chegar a subir 1,9% pela manhã.

Redação com agências |

 

Depois de um começo de sessão instável, as bolsas norte-americanas passam a operar em baixa. Os investidores reagem a novos indicadores apontando para a desaceleração da atividade, como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que caiu 1% no mês passado, e nova queda na construção de novas moradias.

Na avaliação do analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia, as montadoras nos EUA, que precisam de socorro financeiro imediato, serão o contrapeso desta quarta-feira. "Como o Brasil tem um parque industrial grande, muito voltado para a produção de aço, se uma das três montadoras quebrar (Ford, GM e Chrysler), a demanda por aço será prejudicada, com impacto negativo nas siderúrgicas brasileiras Usiminas e CSN", segundo o analista.

Ontem, Ford, GM e Chrysler mostraram-se divididas sobre se aceitam novas imposições para melhorar o nível de consumo dos seus carros nos EUA, em troca de recursos de emergência da ordem de US$ 25 bilhões do governo americano. Há dúvidas se esses recursos são suficientes para salvar as empresas automobilísticas da falência. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, resiste à pressão para ajudar a indústria automobilística, argumentando que o pacote de US$ 700 bilhões é para ajudar o setor financeiro.

Nos EUA, os investidores temem o efeito de um possível falência das montadoras no setor financeiro e em outros segmentos da economia, piorando ainda mais a crise que atinge em cheio a economia real. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhará com atenção a divulgação de indicadores nos EUA, como o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, os dados de novas construções e a ata da última reunião do Fomc (comitê de mercado aberto do banco central americano).

Dólar

A alta do dólar no mercado cambial brasileiro se ampliou nesta tarde, em sintonia com o recuo da Bovespa. Por volta das 15h35, a moeda americana subia 3,23%, cotada a R$ 2,400. 

Segundo um operador, os investidores no mercado doméstico estão operando com foco na retração da economia global, especialmente nos Estados Unidos.

O Banco Central já efetuou a venda diária de swap e a operação para rolagem de contratos. Ainda hoje a autoridade monetária oferta de dólares com compromisso de recompra.

Apesar da forte injeção de liquidez do Banco Central, as cotações do dólar seguem pressionadas pela demanda interna pela moeda. Além do fluxo de recursos predominantemente negativo, o mercado continua contaminado pelo desmonte e rolagem da exposição cambial das empresas. Segundo operadores, embora as fortes exposições de grandes empresas estejam equacionadas total ou parcialmente, a cada dia surge uma novidade nesse front. E, agora, os investidores temem o impacto da desvalorização cambial nos resultados das empresas.

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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