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Os negócios na Bovespa foram suspensos por volta das 14h50 após queda de 10% do índice à vista, quando o indicador marcava 45.622,61 pontos.

A queda acentuada ativou o circuit breaker, que é o mecanismo utilizado pela Bovespa que permite, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

Até hoje, o mecanismo foi acionado em dez ocasiões. Em 1997, em meio a crise da Ásia, os negócios foram interrompidos em 7 e 12 de novembro. Em 1998, na crise da Rússia, foram cinco interrupção das operações por baixa de 10%, sendo que no dia 10 de novembro o mecanismo foi acionado duas vezes. As outras três paralisações do pregão foram em 21 de agosto e 4 e 17 de setembro. Depois, foi na crise cambial brasileira, quando em 13 e 14 de janeiro o circuit breaker voltou a ser acionado. Nesses dois últimos pregões, o Ibovespa bateu mínimas de 5.277 pontos e 5.050 pontos.

Segundo as regras do circuit breaker, quando o Ibovespa atingir limite de baixa de 10% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na Bovespa, em todos os mercados, serão interrompidos por trinta minutos.

Reabertos os negócios, caso a variação do Ibovespa atinja uma oscilação negativa de 15% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios são interrompidos por uma hora.

O mecanismo não é ativado na última meia hora do pregão. Ocorrendo a interrupção dos negócios na penúltima meia hora de negociação, na reabertura das transações, o horário será prorrogado em, no máximo, mais 30 minutos, sem qualquer outra interrupção, de tal forma que se garanta um período final de negociação de 30 minutos corridos.

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