A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de forte oscilação nesta terça-feira. Depois de subir 7% na máxima do dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,81%, aos 41,569 pontos.

O recuo no índice seguiu uma piora no humor dos investidores de Nova York. Por lá, as bolsas também abriram em alta e reverteram o quadro, fechando no terreno negativo.

Após vários governos europeus tomarem medidas para injetar capital nas instituições financeiras, por meio da compra de ações, hoje foi a vez de autoridades dos EUA anunciarem que vão utilizar até US$ 250 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado recentemente pelo Congresso para adquirir participação em instituições financeiras, numa tentativa de dar novo fôlego ao setor bancário e combater a crise de restrição ao crédito. Os bancos têm até 14 de novembro para decidir se participarão do programa de compra do Tesouro americano.

Em Wall Street, apesar da recepção positiva às notícias, os índices oscilaram, encerrando no vermelho. O Dow Jones caiu 0,82%, o S&P-500 cedeu 0,53% e o Nasdaq Composite perdeu 3,54%. As preocupações sobre até que ponto as iniciativas dos governos nessa altura do campeonato serão eficazes para reverter as expectativas e fazer com que a economia escape da recessão serviram como argumento para a falta de uma tendência positiva em Nova York. Há também um componente de cautela dos investidores diante da safra de balanços financeiros.

A ampliação das perdas em Nova York no meio da tarde levou a Bovespa ao terreno negativo, passando a oscilar sem uma direção definida. "É natural alguma correção hoje no mercado brasileiro, tendo em vista a alta de ontem (14,66%)", disse um operador, avaliando que era tranquilo o quadro nas operações domésticas. Sobre a piora em Wall Street, o profissional lembrou que, diante de qualquer movimento mais forte ou susto, os players não têm esperado para ver e vendem ações, o que explicaria a ampliação da queda.

Durante o pregão, o índice Bovespa oscilou dos 43.753 pontos (+7,16%) aos 40.218 pontos (-1,50%). O volume de negócios somou R$ 6,21 bilhões e as ações mais negociadas foram Petrobras PN (R$ 1,29 bilhão) e Vale PNA (R$ 869 milhões).

Entre os ativos de maior peso na carteira do Ibovespa, Petrobras PN subiu 1,48%, para R$ 27,30; Vale PNA subiu 0,87%, para a R$ 27,70; BM & FBovespa ON teve queda de 5,20%, para R$ 8,20; Bradesco PN se valorizou 5,15%, a R$ 28,38; e Vale ON caiu 1,59%, para R$ 31,49.

Europa

Apesar de alguns mercados terem reduzido o otimismo, as bolsas europeias fecharam no positivo. Londres fechou com alta de 0,76%.

O índice Latibex, que reúne as ações de empresas latino-americanas negociadas em euros na Bolsa de Madri, teve alta expressiva e fechou subindo 10,30%. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri subiu 2,70%.

O índice S&P/MIB da Bolsa de Milão subiu 3,66% e o índice CAC-40 da Bolsa de Valores de Paris subiu 2,75%. Já em Frankfurt, a alta foi de 2,70%.

Arte/US

Dólar

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, aproveitando a relativa tranquilidade da Bovespa os leilões do Banco Central para manter o ajuste iniciado na véspera. Além disso, os investidores receberam com ânimo o plano dos Estados Unidos para injetar recursos em bancos.

A moeda norte-americana caiu 2,38%, a R$ 2,095. Apesar da baixa de 9,9% acumulada somente neste início de semana, a divisa ainda sobe quase 10% em outubro.

Com informações da Reuters, Valor Online e Agência Estado

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