SÃO PAULO - Passada mais de uma hora de operações, a alta registrada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a perder força com a abertura do mercado americano, mas voltou a avançar, depois que as bolsas nos EUA firmaram a valorização. Por volta das 11h10, o Ibovespa subia 0,48%, a 69.352 pontos, com giro de R$ 982,4 milhões.

Já o índice futuro avançava 0,35%, a 69.700 pontos.

Nos Estados Unidos, enquanto o índice Dow Jones subia 0,02%, o Nasdaq avançava 0,07% e S & P 500 tinha alta de 0,18%.

Dentro do Ibovespa, Vale PNA concentrava o volume negociado, com giro de R$ 110,2 milhões. As ações subiam 0,85% há pouco, a R$ 47,10. Já os papéis Petrobras PN operam estáveis, a R$ 36,77.

A estatal comunicou a descoberta de nova acumulação de óleo leve em reservatórios localizados na Bacia de Sergipe. O poço em questão é o 3-PRM-12-SES, na área de Piranema, na seção pós-sal. O volume de óleo economicamente recuperável é estimado em 15 milhões de barris.

Entre as maiores altas do índice, estavam os papéis de construtoras. Depois de terem recuado 3,34% no pregão de ontem, os papéis ON da Gafisa avançavam 1,53%, a R$ 13,10. Mesma situação apresentavam as ações ON da Rossi, que recuaram 3,37% no último dia, e hoje ganhavam 1,30%, a R$ 13,93. Além disso, os papéis ON da MRV tinham alta de 1,62%, a R$ 13,11.

Destaque também para os papéis da Usiminas. Enquanto as ações PNA aumentavam 1,88%, a R$ 56,68, as ON se apreciavam em 1,49%, a R$ 57,14.

Os papéis ON da PDG Realty também subiam, 1,05%, a R$ 16,30, mostrando boa reação dos investidores ao balanço divulgado na noite de ontem.

A PDG registrou lucro líquido de R$ 97,451 milhões no quarto trimestre, aumento de 96% sobre os R$ 49,611 milhões apurados em igual trimestre de 2008. A receita líquida cresceu 72%, para R$ 620,141 milhões.

No acumulado de 2009, o lucro somou R$ 338,132 milhões, com alta de 85% sobre os R$ 182,463 milhões obtidos em 2008. A receita líquida subiu 61%, para R$ 1,983 bilhão.

Ainda no cenário corporativo, a MPX Energia, do Grupo EBX, revelou hoje que identificou recursos potenciais de 1,74 bilhão de toneladas de carvão mineral na Colômbia depois de sondagens realizadas até o mês passado. Minutos atrás, as ações da MPX subiam 1,42%, a R$ 25,66.

Os papéis PN da Ultrapar estavam entre as maiores baixas do dia, com queda de 1,02%, a R$ 83,00, seguidos pelas ações PN da TIM Participações, com desvalorização de 0,95%, a R$ 5,16, e pelas ON da CCR, com baixa de 0,89%, a R$ 40,04.

Os papéis ON da OGX Petróleo também se desvalorizam em 0,95%, a R$ 16,64. Os papéis movimentam R$ 85,1 milhões.

Ainda no cenário corporativo, o frigorífico Minerva comunicou ontem ao mercado que " veementemente que não há qualquer acordo, contatos ou negociação em curso entre o Minerva e qualquer outra empresa do setor " .

Rumores de mercado que circularam na segunda-feira davam conta de que o Minerva poderia ser vendido para o Marfrig. Desta forma, os papéis ON do Minerva subiram 8% no pregão, enquanto os do Marfrig avançaram 1,16%.

Hoje, as ações do Minerva recuam 1,70%, a R$ 6,90, enquanto os do Marfrig sobem 1,48%, a R$ 21,25.

Já a notícia envolvendo a Laep continua a gerar bons resultados para os papéis. Na noite de domingo, foi assinado um acordo entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat, dando contorno à criação de uma nova empresa de laticínios, para brigar com as grandes companhias do setor.

O anúncio levou os recibos de ações da Laep a dispararem 9,09%. Hoje, as ações avançavam 2,31%, a R$ 1,77, com giro de R$ 92,2 milhões.

No câmbio, depois de ficar estável ontem, o dólar se apreciava em relação ao real, na direção contrária a do mercado externo. Há instantes, a moeda americana tinha elevação de 0,16%, a R$ 1,768 na venda.

(Beatriz Cutait | Valor)

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