SÃO PAULO - Descolada do mercado americano e europeu, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em baixa ao fim da primeira etapa dos negócios iniciais da semana, pelo segundo pregão. Por volta das 12h35, o Ibovespa recuava 0,42%, aos 71.119 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 2,16 bilhões.

SÃO PAULO - Descolada do mercado americano e europeu, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em baixa ao fim da primeira etapa dos negócios iniciais da semana, pelo segundo pregão. Por volta das 12h35, o Ibovespa recuava 0,42%, aos 71.119 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 2,16 bilhões. Na última jornada, o índice já havia caído 0,51%, aos 71.417 pontos. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subia 0,15%, enquanto o Nasdaq avançava 0,12% e o S & P 500 tinha alta de 0,22%. Na avaliação do economista do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, os investidores encontram dificuldades para levar o mercado a travar novas máximas histórias. "O mercado está instável em grande parte por estar próximo dos recordes. Isto tira a confiança de que existe espaço para ganhos. O mercado fica com medo de haver uma correção, o que limita a força do lado comprador", ressaltou. No cenário externo, as preocupações com a situação fiscal da Grécia diminuíram, depois do acordo estabelecido entre os países que integram a zona do euro. Neste fim de semana, as nações se reuniram e concordaram em oferecer 30 bilhões de euros em empréstimos emergenciais. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai aportar entre 10 bilhões de euros e 15 bilhões de euros na Grécia. "A Grécia mantém o cenário mais ameno, mas a ajuda também já era prevista. O resultado é positivo, mas as bolsas americanas também operam nas máximas do pós-crise, o que impede uma grande força das compras", afirmou Campos Neto. Entre as"blue chips", apesar da alta das commodities, o movimento é o mesmo do Ibovespa. Há instantes, as ações Petrobras PN cediam 0,45%, a R$ 35,07, com volume movimentado de R$ 431,4 milhões, enquanto os papéis PNA da Vale diminuíam 0,27%, a R$ 50,90, com giro de R$ 167,5 milhões. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou hoje que os prazos para a realização da capitalização da companhia com a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de óleo e gás estão ficando mais apertados. Apesar da ressalva, Gabrielli confirmou que a empresa continua trabalhando com a hipótese de realizar a operação ainda no primeiro semestre deste ano. "Se não houver a cessão onerosa, vamos ver como a capitalização será feita, porque ela é indispensável", afirmou Gabrielli acrescentou ainda que a negociação para venda da refinaria que a empresa possui em San Lorenzo, na Argentina, caso concretizada, representará apenas uma"otimização de portfólio". Ele negou que haja a necessidade de venda de ativos para garantir os recursos para exploração do pré-sal. Ao fim da primeira etapa do pregão, os destaques positivos do Ibovespa partiam dos papéis ON da Cosan, com valorização de 3,69%, a R$ 22,45, das ações ON da Lojas Renner, com ganhos de 1,73%, a R$ 41,56, e dos papéis ON da LLX Logística, com alta de 1,64%, a R$ 8,65. Já entre as principais baixas do índice apareciam os papéis PNA da Usiminas, com recuo de 1,79%, a R$ 60,10, as ações ON da Fibria, com perda de 1,59%, a R$ 37,70, e os papéis PNA da Braskem, com desvalorização de 1,53%, a R$ 12,80. No mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa está positivo em R$ 1,315 bilhão no acumulado do mês, até o dia 8, resultado de compras no valor de R$ 9,750 bilhões e de vendas de R$ 8,435 bilhões. Apenas na quinta-feira, quando o Ibovespa avançou 1,40%, o estrangeiro colocou R$ 98,6 milhões no mercado. Aquele foi o 12º dia seguido de saldo positivo na Bolsa. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está positivo em R$ 1,111 bilhão. (Beatriz Cutait | Valor)
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.