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SÃO PAULO - Sem um pacote efetivo na China e com alertas de que a General Motors (GM) não deve sobreviver à crise, a quinta-feira segue negativa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 13h, a Bolsa registrava baixa de 1,87%, com 37.684 pontos.


O rumor que impulsionou as bolsas na quarta não teve sustentação. Em seu esperado pronunciamento, o premiê chinês Wen Jiabao apenas reiterou o plano de estímulo econômico já anunciado no ano passado, que soma US$ 585 bilhões.

Somando incerteza ao mercado, alguns auditores levantaram " dúvidas substanciais " sobre a capacidade de a General Motors continuar operando. Caso não consiga levar adiante um monstruoso plano de reestruturação, a saída será buscar proteção na lei de falências.

Em Wall Street, o dia também é de perdas, com Dow Jones recuando 1,83%, para 6.749 pontos, com poucos minutos de pregão. O S & P 500 desvalorizava 1,83%, para 699 pontos, e o Nasdaq perdia 1,53%, a 1.333 pontos.

Na agenda do dia, estão os pedidos por seguro-desemprego nos EUA, que caíram para 639 mil na semana passada. Amanhã, o Departamento de Trabalho americano apresenta a perda de vagas em todo o mês de fevereiro. Ontem, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, apontou o fechamento de 697 mil vagas no setor privado dos Estados Unidos durante o mês passado.

Dentro do Ibovespa, Vale PNA puxava as perdas ao declinar 4,59%, para R$ 27,00, depois de subir quase 10% ontem. Petrobras PN baixava 2,19, para R$ 25,79.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA caía 5,75%, a R$ 25,07, com o terceiro maior volume do dia. A empresa anunciou a parada do alto-forno 1 em Cubatão (SP) para adequação da produção à demanda. Com isso, três das cinco usinas da empresa estão paradas, cortando a produção em 50%. "Não vemos entrada de pedidos suficientes dos consumidores nem sinais mais consistentes de demanda no segundo trimestre " , disse Marco Antônio Castello Branco, presidente da empresa, durante uma entrvista ao " Valor Econômico ".

Ainda no setor, Gerdau PN e CSN ON recuavam mais de 4% cada a R$ 12,24, e R$ 31,90, respectivamente. Entre os bancos o dia também é de perdas. Bradesco PN cedia 2,68%, a R$ 20,28, e Itaú PN baixava 2,93% a R$ 21,51.

O papel PNA da Braskem tinha queda de 2,97%, para R$ 4,57. A petroquímica fechou o quarto trimestre com prejuízo de R$ 2,1 bilhões, atribuído ao impacto da valorização do dólar ante o real sobre dívidas e receitas.

A fabricante de bebidas AmBev também apresentou resultado. Segundo a empresa, a queda de mais de 14% no lucro do quarto trimestre, que ficou em R$ 964,5 milhões, reflete ajustes contábeis. Há pouco, o papel PN ganhava 0,94%, para R$ 92,87. Ainda na ponta compradora, Gafisa ON ganhava 0,68%, a R$ 8,83, e TIM Part PN subia 0,61%, a R$ 3,27.

Câmbio

Com a brusca virada de humor, o dólar ganha sobre os principais rivais, notadamente da libra, e as commodities perdem valor. Por aqui a moeda americana também sobe contra o real, depois de dois dias de perdas acentuadas. O dólar registra um ganho de 0,30%, cotada a R$ 2,378.

(Com informações do Valor Online)

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