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Bovespa ope em alta; dólar vira e sobe

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 1,72% nesta terça-feira, com p Ibovespa indicando 35.320 pontos. O mercado interno segue os números positivos das Bolsas norte-americanas.

Redação com Agência Estado |

 

Em Wall Street, o pregão também é de alta com o humor dos investidores restaurado pelas declarações do presidente da Ford, Alan Mulally, de que a companhia tem dinheiro suficiente para passar todo o ano de 2009 e talvez não precise de ajuda do governo. O Dow Jones ganha 2,21%, enquanto a Nasdaq tem valorização de 2,58%.

Segundo analistas, o resulta é reflexo da reunião de três grandes montadoras dos EUA com congressistas norte-americanos. Elas tentarão convencê-los a emprestar US$ 25 bilhões para evitar um colapso do setor.

A Ford foi a primeira, General Motors e Chrysler, que estão em situação mais complicada, apresentam seus planos ainda nesta terça. A montadora (Ford) pretende completar sua reestruturação sem precisar dos US$ 9 bilhões que pediu ao governo, mas aponta que tal injeção de recursos pode ser necessária caso a crise se agrave muito ou um de seus concorrentes venha a pedir concordata.

Na Bolsa brasileira, a recuperação de preços pode ser contida pela  Petrobras. Os preços do petróleo seguem muito enfraquecidos, embora tenham reduzido bastante a queda esta manhã seguindo a melhora das bolsas. Mas o barril continua sendo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) abaixo de US$ 50.

Os preços caíram para níveis não vistos em três anos e meio hoje cedo, com preocupações de que a profunda desaceleração econômica terá um impacto sobre a demanda pior que o esperado.

Segundo especialistas, o mercado de ações brasileiro está sem uma tendência clara. Boa parte das notícias ruins já foram precificadas, mas os tempos ainda são de muita volatilidade. "Para ter uma recuperação de preços mais consistente, a volatilidade precisa diminuir e, por enquanto, ainda não vemos isso", diz o gestor de renda variável da Mercatto Investimentos, Roni Lacerda.

Dólar

Depois de abrir em queda, a moeda americana sobe 2,76% e era cotada a R$ 2,383.

Ontem o dólar fechou praticamente estável em relação ao fim dos negócios de sexta-feira passada: caiu 0,04% e encerrou os negócios cotada a R$ 2,319.

A desvalorização cambial foi uma das piores conseqüências do agravamento da crise internacional no ambiente econômico doméstico e a perspectiva de maior estabilidade em fluxos e cotações no curto prazo seria alentadora para a remontagem das expectativas para 2009.

Porém, depois das consecutivas surpresas desagradáveis na economia global, recentemente, os agentes econômicos estão desconfiados e será preciso mais, para que esses sinais se transformem em apostas maiores no mercado brasileiro de câmbio, capazes de inverter a tendência de alta das cotações do dólar. Até porque, de fora continuam chegando notícias ruins. Ontem mesmo, houve dados de contração espalhados pelo mundo e os EUA admitiram oficialmente que estão em recessão desde o final de 2007.

De qualquer forma, os investidores estarão alertas para eventuais movimentos favoráveis no mercado de câmbio e a perspectiva é de que os momentos de alívio nas transações com moeda norte-americana se tornem mais freqüentes, embora a sensibilidade ao noticiário negativo permaneça.

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