Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa, no 3º dia seguido de ganhos, sobe mais de 4%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostra disposição para engrenar o seu terceiro dia de recuperação de preços, diante de números da economia americana menos piores do que o previsto. A primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do terceiro trimestre mostrou retração de 0,3%, ante previsão de queda de 0,5%.

Agência Estado |

Foi o pior resultado desde o declínio de 1,4% registrado no terceiro trimestre de 2001.

O índice Bovespa à vista abriu o pregão em alta e avançava 4,44% a 36.391 pontos, às 11h13, em sincronia com os índices futuros em Wall Street, que sobem mais de 3%. Também colabora para mais um dia positivo na Bolsa brasileira o fato de o banco Central ter confirmado as expectativas do mercado, ontem à noite, ao manter por unanimidade a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de aperto monetário. A taxa Selic é o juro básico da economia brasileira.

O mercado de ações amanheceu em clima de recuperação, impulsionado pela redução de 0,50 ponto porcentual ontem na taxa básica de juros nos EUA, para 1% ao ano. Entre ontem à noite e esta manhã, Hong Kong, Taiwan, Bahrein e Kuwait também baixaram os juros. A Bolsa de Tóquio subiu 9,96%, a de Hong Kong disparou 12,82% e de Seul, na Coréia do Sul, +11,9%.

Agora, o mercado espera que o Banco do Japão (BoJ) anuncie um corte na taxa básica de juro na madrugada de quinta para sexta-feira e que o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também adotem o mesmo procedimento em suas reuniões na próxima semana. Na Europa, as bolsas registram valorizações mais moderadas nesta manhã. Londres subia 2,30% e Paris avançava 1,78%, às 11h09.

Além da expectativa de novos corte de juros em economias desenvolvidas, segue repercutindo positivamente a abertura de linhas de troca (swap) de dólar do Federal Reserve (Fed, banco central americano) no valor de US$ 30 bilhões com bancos centrais do Brasil, México, Coréia do Sul e Cingapura, num total de US$ 120 bilhões. O anúncio foi feito ontem à tarde pelo Fed.

O alívio se estende ainda ao mercado de matérias-primas (commodities). O petróleo sobe, enquanto os metais passam por uma manhã volátil. Apesar dessa trégua dos últimos dias, refletindo a melhora dos mercados monetários, a volatilidade ainda se encontra em níveis muito elevados e vai demorar algum tempo para que a normalidade nos negócios seja restaurada.

Com o clima externo mais calmo, o mercado tende a reagir aos balanços divulgados. Esta manhã anunciaram resultados os bancos Pine, Sofisa e Paraná. Após o fechamento, saem os resultados trimestrais da Oi, CCR e Lojas Renner.

Ontem à noite, a Sadia informou que a perda com operações de derivativos foi de R$ 544,5 milhões no terceiro trimestre. Segundo a companhia, a variação cambial também provocou uma perda de R$ 108,7 milhões devido à alienação de notas estruturadas. Estas duas perdas, que somaram R$ 653,2 milhões, tiveram efeito caixa sobre a companhia. A Sadia teve prejuízo líquido de R$ 777,378 milhões no trimestre, contra lucro de R$ 188,352 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG