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Bovespa não sustenta alta e aponta queda de 1,3%; Dólar cai a R$ 2,285

SÃO PAULO - O humor do investidor não resistiu à abertura do pregão em Wall Street e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) rapidamente devolveu os ganhos registrados no período da manhã. Por volta das 13h10, o Ibovespa apontava queda de 1,33%, aos 41.

Valor Online |

430 pontos, depois de bater 42.525 pontos na máxima. O giro financeiro estava em R$ 1,46 bilhão.

O mercado teve um momento de euforia depois que o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos apontou que a perda de empregos em dezembro ficou dentro do esperado.

No entanto, as compras não se sustentaram. Além disso, o fechamento de 524 mil postos de trabalho não é algo a se comemorar. Com isso, a taxa de desemprego subiu a 7,2%, a maior em 16 anos. Em 2008, os EUA perderam quase 2,6 milhões de empregos, pior resultado anual desde 1945. Há pouco, o Dow Jones perdia 1,17%, enquanto o Nasdaq recuava 2,12%.

Segundo o economista da Infra Asset Management, Fausto Gouveia, não tinha motivo para a Bovespa segurar a alta. Segundo o especialista, ainda há espaço para novos movimentos de realização de lucros, pois não aconteceu nenhuma mudança de fundamento que justifique essa puxada de alta no começo de ano.

Segundo Gouveia, os investidores ficaram eufóricos com o pacote de estimulo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, mas no lado real da economia as coisas continuam bastante complicadas. "Cabe cautela ao investidor. Estão esquecendo o lado real que ainda é bastante ruim", resume.

Dentro do índice, os carros-chefe puxam as perdas. Vale PNA recuava 1,71%, para R$ 28,01, com o maior volume do dia. Petrobras PN vinha logo atrás, recuando 1,17%, a R$ 25,20.

As siderúrgicas também perdem valor, com CSN ON recuando 1,46%, para R$ 37,00. Usiminas PNA caía 0,99%, a R$ 30,98, e Gerdau PN perdia 0,21%, a R$ 18,75.

Destaque de alta segue com as ações ON do Banco do Brasil, que subiam 1,94%, para R$ 15,70. A estatal fechou a compra de 49,99% do capital votante e 50% do capital total do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões. Segundo Gouveia, o negócio é positivo para o BB, que se aproxima do Itaú Unibanco em carteira crédito, mas o preço pago ainda foi elevado.

Ainda na ponta compradora, Rossi ON ganhava 2,61%, a R$ 5,11, e Natura ON subia 2,53%, para R$ 19,82.

A reviravolta de humor também bateu no mercado de câmbio, somando instabilidade à formação da taxa, que já oscilou de R$ 2,262 na mínima até R$ 2,305 na máxima. Há pouco, as vendas prevaleciam, com o dólar comercial perdendo 0,30%, a R$ 2,285 na venda.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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