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Bovespa marcou 4º dia de queda; dólar teve leve baixa para R$ 2,288

SÃO PAULO - Com os investidores descrentes nos planos de resgate à economia e revitalização do sistema financeiro dos Estados Unidos, a instabilidade continuou falando alto nos mercados brasileiros na quinta-feira. A Bovespa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou o quarto dia seguido de baixa e já acumula perda superior a 5% na semana. O dólar oscilou entre ganhos e perdas antes de fechar a sessão praticamente estável.

Valor Online |

Os juros futuros longos apontaram para cima.

Em Wall Street, a jornada também foi instável, mas uma notícia no fim de dia limitou as perdas do Dow Jones e puxou o Nasdaq para o território positivo. Por uma questão de horário, os agentes brasileiros não reagiram a tal informação.

Algumas agências noticiaram, com base em fontes anônimas, que o governo dos EUA estuda a adoção de subsídios para os devedores de hipotecas. Os mutuários que estariam à beira da execução teriam os juros de seus financiamentos reduzidos. Outro ponto sob análise seria a criação de um cadastro, no qual os devedores se inscreveriam e poderiam obter ajuda antes de ficarem inadimplentes.

Com tal novidade correndo pelas mesas de operação, as ordens de venda perderam força e o Dow Jones, que chegou a cair mais de 2%, fechou com leve baixa de 0,09%. A bolsa eletrônica Nasdaq reverteu as perdas e terminou com valorização de 0,73%.

Até então, o pessimismo era grande, com o humor permanecendo ruim mesmo depois que as vendas no varejo dos EUA surpreenderam, com alta de 1% em janeiro, quanto o esperado era queda de 0,4%. Essa foi primeira elevação em sete meses e a maior desde novembro de 2007.

No mercado interno, a realização de lucros com papéis de commodities prosseguiu na Bovespa. O índice chegou a ensaiar alta, mas o fluxo vendedor em Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos garantiu queda de 0,84% para o Ibovespa, que fechou aos 40.500 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,66 bilhões. Na semana, o índice já acumula decréscimo de 5,27%.

Comentado a descrença dos investidores com o plano de revitalização do setor financeiro dos EUA, o assessor investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, observa que o projeto apresentado pelo secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, não sanou o principal problema do setor, que é precificar os ativos podres que estão na carteira dos bancos. " Enquanto não soubermos o tamanho desses ativos tóxicos, a crise de confiança continuará existindo. "
No mercado de câmbio, o dólar oscilou bastante no período da manhã, que concentrou os negócios com mais de US$ 2,4 bilhões no mercado interbancário. Já à tarde, com menos negócios, a taxa ficou oscilando próximo da estabilidade, antes de fechar com leve baixa de 0,08% a R$ 2,288 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,09%, fechando a R$ 2,287. O giro financeiro somou US$ 240 milhões. No cômputo geral, os negócios no interbancário ficaram em US$ 3,34 bilhões.

O Banco Central (BC) continuou sem intervir no mercado à vista, mas fez na quinta-feira um primeiro leilão para rolar os contratos de swap que vencem em março. A autoridade monetária colocou 99% do lote de 51 mil contratos, o que equivale a US$ 2,44 bilhões.

No mercado de juros futuros, as taxas subiram e desceram até encerrarem com leve valorização. Na avaliação do economista-chefe da Gradual Corretora, Pedro Paulo Silveira, na ausência de indicadores internos, a curva futura fugiu um pouco do escopo da política monetária e passou a acompanhar a instabilidade observada em outros mercados.

Ao fim do pregão na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, subiu 0,05 ponto, a 11,18%. Janeiro 2011 avançou 0,07 ponto, para 11,62%. E janeiro 2012 apontava 11,94%, elevação de 0,04 ponto.

Na ponta curta, o DI para março cedeu 0,01 ponto, a 12,64%. O contrato para abril também recuou 0,01 ponto, a 12,25. E julho de 2009 ganhou 0,04 ponto, projetando 11,63%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 377.020 contratos, equivalentes a R$ 33,56 bilhões (US$ 14,67 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 207.685 contratos, equivalente a R$ 18,93 bilhões (US$ 8,28 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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