A BM&FBovespa se prepara para escolher quem será o gestor de um novo fundo de índice, também chamado de ETF (sigla para Exchange Traded Found). A intenção da bolsa é colocar no mercado um ETF que siga o índice do sistema financeiro, lançado em janeiro.

A BM&FBovespa se prepara para escolher quem será o gestor de um novo fundo de índice, também chamado de ETF (sigla para Exchange Traded Found). A intenção da bolsa é colocar no mercado um ETF que siga o índice do sistema financeiro, lançado em janeiro. O ETF é uma espécie de fundo de ações que investe em todas as empresas integrantes de um determinado índice, como o Ibovespa, por exemplo. O diferencial é que o investidor compra apenas um papel e, automaticamente, está aplicando em todas aquelas companhias. Fora do País, os ETFs já conquistaram os investidores pessoas físicas, mas, em território nacional, a moda ainda não pegou. Nos Estados Unidos, os ETFs representam pouco mais de 30% dos totais negociados na bolsa. Aqui no Brasil, a participação não alcança 1%. "Mas isso é questão de tempo. Assim que o investidor brasileiro passar a conhecer e entender o produto, certamente o mercado vai crescer bastante", diz o diretor de renda variável da BM&FBovespa, Júlio Ziegelmann. BlackRock. O Brasil tem sete produtos desse tipo. Um deles é administrado pelo banco Itaú e os outros seis são geridos pela americana BlackRock, maior gestora de ETFs do mundo. Os índices Ibovespa, IBRX-50, IBRX-100, mercado imobiliário, bens de consumo, pequenas, médias e grande empresas já são cobertos por ETFs no País. No que depender da gigante BlackRock, o lançamento de novos produtos não vai parar por aí. "Mantemos conversas frequentes com a bolsa e com a CVM (Comissão de Valores Mobiliário) sobre novos ETFs no Brasil", diz André Ribeiro, diretor de marketing para America Latina da BlackRock. Ribeiro sinaliza que há conversas adiantadas sobre ETFs internacionais. "Dessa maneira, o investidor brasileiro que tiver interesse em aplicar na Nasdaq (bolsa eletrônica americana, onde são negociadas principalmente ações de empresas de tecnologia), por exemplo, poderá", explica. A prática já é exercida pela BlackRock em países como EUA, México e Canadá. Para aplicar por meio desse produto, o investidor deve fazer o mesmo procedimento de quando inicia aportes em ações. Ou seja, é necessário abrir uma conta em uma corretora certificada pela Bovespa e começar a negociar os ETFs. Hoje, o papel desse segmento mais em conta é o MOBI11, que segue o índice do mercado mobiliário e exige aporte inicial de cerca de R$ 1,7 mil. Corretoras de valores salientam, porém, que também é possível comprar frações de ETF, o que reduz o valor do aporte inicial. Para se ter uma ideia da rentabilidade que esse tipo de papel oferece, o BOVA11, balizado pelo Ibovespa, teve rentabilidade de 5% no mês de março. Em igual intervalo, o Ibovespa subiu 5,8% - o que comprova a proximidade das duas curvas. Os papéis PN da estatal Petrobrás (os mais líquidos do mercado brasileiro), porém, renderam 2,43% no mesmo período. Simples. Ziegelmann reforça que investir por meio de um ETF pode ser "muito mais simples" do que atuar no mercado acionário tradicional, já que o investidor precisará monitorar apenas um papel. "É uma maneira de diversificar a carteira", diz. "O produto oferece a agilidade da ação e a segurança de um fundo." Ribeiro, da BlackRock, concorda com o executivo da bolsa. Ele salienta ainda que, por se tratar de um único papel, mas que aplica em diversas companhias, o investidor tem custos menores de operação e, segundo ele, as taxas de administração são inferiores às oferecidas pelos fundos de ações comuns.
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