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SÃO PAULO - Depois de ter iniciado a jornada no campo positivo, com máxima de 71.989 pontos, o mercado brasileiro inverteu o rumo e passou a operar em baixa, descolado das bolsas internacionais.

SÃO PAULO - Depois de ter iniciado a jornada no campo positivo, com máxima de 71.989 pontos, o mercado brasileiro inverteu o rumo e passou a operar em baixa, descolado das bolsas internacionais. Por volta das 11h25, o Ibovespa recuava 0,26%, aos 71.597 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 1,389 bilhão. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Ibovespa futuro cedia 0,41% e somava 71.640 pontos. Ontem, o Ibovespa encerrou as operações com valorização de 1,40%, aos 71.784 pontos. Com este desempenho, o índice renovou a máxima do ano e voltou para a maior pontuação desde 2 de junho de 2008 (71.897). O giro financeiro foi de R$ 6,783 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula ganho de 0,91%. Em Wall Street, instantes atrás, o Dow Jones tinha alta de 0,35%, o S & P 500 se valorizava em 0,32% e o índice Nasdaq, que chegou a operar em baixa, avançava 0,23%. Na Europa, as principais bolsas operavam no azul, depois de uma quinta-feira de perdas com as preocupações com a Grécia. O ministro das Finanças do país, George Papaconstantinou, afirmou que a Grécia não pediu a ativação do plano de resgate da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) criado para evitar um default, mas ressaltou que estão sendo analisados os detalhes de como o plano poderia funcionar. Nesta manhã, ainda na Europa, o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) revelou que a Alemanha registrou exportações de 70 bilhões de euros em fevereiro e importou 57,3 bilhões de euros no período. Com isso, a balança comercial no mês teve superávit de 12,6 bilhões de euros. No cenário corporativo, as "blue chips" estavam em direções opostas. Enquanto as ações PN da Petrobras cediam 0,27%, a R$ 35,71, os papéis PNA da Vale subiam 0,07%, a R$ 50,99. A Petrobras confirmou na noite de ontem que negocia a venda da refinaria em San Lorenzo, na Argentina, e de outros ativos de distribuição. A estatal ressaltou, no entanto, que, "até o momento, nenhuma operação foi concretizada". No breve texto, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal observou que sempre está analisando oportunidades de negócios relacionadas com seu plano estratégico e "que comunicará ao mercado sobre qualquer decisão, respeitando a legislação vigente". Entre as principais altas do Ibovespa figuravam os papéis JBS ON, com ganhos de 2,06%, a R$ 8,41, Klabin PN, com alta de 1,25%, a R$ 5,67, e Light ON, com valorização de 1,13%, a R$ 24,10. No sentido oposto, as ações Redecard ON tinham a maior baixa do índice, com recuo de 1,70%, a R$ 29,95, seguidas pelos papéis PDG Realty ON, com queda de 1,57%, a R$ 15,02, e pelas ações Natura ON, com baixa de 1,24%, a R$ 35,65. Fora do índice, os papéis ON da Brasil Ecodiesel são o destaque da jornada. Há instantes, eles disparavam 7,89%, a R$ 1,23, e giravam R$ 74,2 milhões. A Justiça Federal do Rio de Janeiro decidiu impedir a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de licitar a outras empresas volumes arrematados pela Ecodiesel no primeiro lote do 17 leilão de biodiesel. O certame - destinado a suprir a necessidade da mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel - foi realizado nos dias 1 e 2 de março, pouco antes de duas usinas ativas da Brasil Ecodiesel perderem o Selo Combustível Social. O primeiro lote permitia apenas a participação de empresas com tal certificação. No entanto, a empresa esclareceu que a decisão não implica a determinação de assinatura dos contratos de compra e venda de biodiesel com a Petrobras, já que ainda não há decisão final no processo. A Ecodiesel informou que o Superior Tribunal de Justiça ainda analisa o pedido de liminar que visa anular a decisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que suspendeu o selo de duas de suas usinas em operação - Itaqui (MA) e Iraquara (BA). No mercado de câmbio, o real acompanha a trajetória da libra e do euro e se valoriza sobre o dólar. Há pouco, a moeda americana recuava 0,22%, a R$ 1,771 na compra e a R$ 1,773 na venda. Já o dólar futuro declinava 0,33%, a R$ 1,7795. (Beatriz Cutait | Valor)
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