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Bovespa ignora instabilidade externa e sobe 0,95%

SÃO PAULO - Com destaque para Petrobras e Bancos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) resiste à instabilidade externa. Por volta das 12h45, o Ibovespa apontava alta de 0,95%, aos 42.

Valor Online |

498 pontos, com giro financeiro em R$ 1,24 bilhão.

Segundo o diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, o mercado " opera de lado " , apoiado na expectativa do pronunciamento do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que deve anunciar um novo plano para o setor financeiro. A apresentação está agendada para começar às 14 horas (horário de Brasília).

As medidas incluiriam ajuda a mutuários de hipotecas e parcerias entre governo e setor privado para sanear os bancos. Para Bandeira, a ideia de que o governo quer bancos fortes e com balanços limpos é positiva, mas Geithner terá que ir além do discurso para convencer. " Tem que ter implementação de medidas. "
O dia também reserva a votação do pacote de estímulo econômico do presidente americano Barack Obama. Cerca de US$ 800 bilhões serão destinado a obras de infra-estrutura e renúncias fiscais.

Os investidores ainda esperam o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. O evento está agendado para as 16 horas (horário de Brasília).

A carregada agenda impõe cautela ao investidor americano, que atua na ponta vendedora em Wall Street. Há pouco, Dow Jones perdia 0,65%, enquanto o Nasdaq recuava 0,18%.

Mudando o foco para o mercado interno, Bandeira acredita que a recuperação no preço das commodities, motor que impulsionou os ganhos recentes na Bovespa, pode continuar acontecendo, com mais agentes recompondo estoques. E isso mantém expectativa positiva para os papéis brasileiros.

No âmbito corporativo, os papéis da Vale puxavam as vendas pelo segundo dia. O papel PNA caía 0,81%, para R$ 31,26, com o maior volume do dia. Vale ON recuava 0,98%, para R$ 37,23.

Garantindo os ganhos dia, Petrobras PN apontava alta de 1,86%, a R$ 27,90. Os bancos também seguem em alta, com Bradesco PN subindo 2,11%, a R$ 23,15, e Itaú PN valorizando 1,55%, a R$ 26,15.

Entre as siderúrgicas, CSN ON ganhava 1,53%, para R$ 39,68, enquanto Usiminas PNA desvalorizava 1,08%, a R$ 30,22.

Destaque de alta para Cesp PNB, que subia 4,48%, a R$ 13,27. CRR Rodovias aumentava 3,37%, a R$ 24,50, e Redecard ON ganhava 2,72%, para R$ 28,64.

No câmbio, o dólar continua oscilando em alta contra o real. A moeda americana também ganha valor ante o euro e a libra. Há pouco, a divisa valia R$ 2,249 na venda, elevação de 0,53%. Já no mercado futuro, o dólar para março caía 0,68%, a R$ 2,2595.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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