SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa por cima da instabilidade externa e firma posição em território positivo. Depois de cair mais de 1% no começo dos negócios, por volta das 12h50, o Ibovespa subia 1,73%, para 35.

415 pontos, com giro financeiro em R$ 911 milhões.

Em Wall Street, o dia começa com vendas acentuadas, além do espaço para realização de lucros, os investidores digerem uma série de dados econômicos antes de sair para o feriado do Dia de Ação de Graças. Há pouco, o Dow Jones recuava 1,16%, enquanto o Nasdaq tinha recuo de 0,11%.

Mais alinhado à sinalização externa, o dólar mantém o ajuste de alta contra o real. Há pouco, a moeda valia R$ 2,354 na venda, elevação de 1,33%.

Um operador que prefere não se identificar comentou o começo de pregão negativo na Bovespa era algo esperado, ainda mais depois dos ganhos da segunda e terça-feira e do sinal externo negativo. No entanto, a valorização no preço das commodities cria espaço para a bolsa brasileira operar descolada das perdas externas.

De acordo com o especialista, o preço das matérias-primas ganho novo fôlego depois que o banco central da China cortou as taxas de juros do país em 1 ponto percentual e também reduziu os depósitos compulsórios (parcela de recursos que os bancos não podem emprestar) em mais uma medida para impulsionar a economia.

Para o operador, oscilações como a de hoje evidenciam que a volatilidade é a única característica da Bovespa. " Não tem muito o que analisar. As operações acontecem conforme a maré do mercado, com reação forte a qualquer notícias seja ela boa ou ruim " , afirmou.

Acompanhando o preço do petróleo, o papel PN da Petrobras subia 2,16%, a R$ 19,75. Já ação PN da Vale aumentava 1,04%, para R$ 24,15. Bom desempenho também para os bancos, com a ação PN do Bradesco ganhando 1,56%, para R$ 22,68. Itaú PN valia R$ 25,17, acréscimo de 1,39%.

Destaque de alta segue com o papel PN da Sadia. Com o quinto maior volume do dia, a ação avançava 12,83%, para R$ 3,78. Ontem, o ativo aumentou mais de 15% em meio a rumores de venda da companhia para a Nestlé. Na máxima da manhã, o papel chegou a subir 18%.

Forte valorização também para o papel ON da TIM Part, de 11,50%, para R$ 6,50. Um jornal italiano informou que o conselho de administração da Telecom Italia estuda a venda da operadora de telefonia celular para a espanhola Telefónica. O papel PN da TIM tinha elevação de 10,69%, para R$ 3,83.

Ganho expressivo também para as ações ON da Gafisa e da Sabesp, que subiam mais de 4% cada, a R$ 8,27 e R$ 23,18, respectivamente.

Na ponta vendedora, Rossi ON caía 3,06%, cotado a R$ 2,85. Telemar ON, Copel PNB, e TAM PN declinavam mais de 2% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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