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Bovespa garantiu os 39 mil pontos ontem; dólar subiu pelo quarto dia

SÃO PAULO - A quinta-feira foi de elevada instabilidade nos mercados brasileiros. Uma retomada das compras no final do pregão garantiu alta expressiva na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dólar seguiu avançando contra o real e, com dinâmica própria, os juros futuros voltaram a recuar, com mais agentes apostando em corte de 1 ponto percentual na Selic.

Valor Online |

O foco continuou voltado para o setor financeiro, com as notícias indicando que o Bank of America precisa de mais alguns bilhões do Tesouro para assimilar a compra do Merrill Lynch. O Citigroup também ficou sob o olhar do investidor depois da venda de sua corretora. E vale lembrar que na quarta-feira, o Deutsche Bank antecipou um prejuízo de US$ 6,4 bilhões e relatório do Morgan Stanley colocou a saúde financeira do HSBC sob suspeita.

Para o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, as recentes notícias envolvendo o setor detonam um novo estágio na crise financeira.

A primeira etapa envolveu o problema com os créditos imobiliários podres e seus derivativos. A segunda parte foi o reflexo disso na economia real. E a fase que começa agora é marcada pelo rebote dos problemas no lado real da economia sobre o setor financeiro.

Segundo Daoud, as empresas que estavam alavancadas não vão conseguir honrar seus financiamentos, ou seja, o quadro mudou, e, agora é o lado real que trará problemas para os bancos. " Não existe atividade capaz de gerar receita suficiente para arcar com os compromissos financeiros " , resume o especialista.

Essa etapa é pior que as anteriores porque todos vão perder, os bancos, a indústria e o trabalhador e não tem ação de governo ou de Banco Central que possa suavizar esse ajuste.

De volta ao dia-a-dia dos mercados. A Bovespa passou por impressionante recuperação, com investidores cobrindo posições vendidas depois que Nova York deu sinal de retomada. Depois de cair 2,9% e bater 36.875 na mínima do dia, o Ibovespa encerrou com valorização de 3,08%, apontando 39.151 pontos, com giro financeiro em R$ 4,05 bilhões.

Em Wall Street, pouco antes das 18 horas, o Dow Jones deu início a uma puxada de alta depois de cair abaixo do importante patamar de 8 mil pontos. O índice chegou a operar em território negativo novamente, mas fechou com leve alta de 0,15%. Com compras mais consistentes, o Nasdaq subiu 1,49%.

No câmbio, a instabilidade externa e as commodities em queda influem na formação de preço, mas na avaliação do gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, o que determina, de fato, a taxa de câmbio são as apostas contra o real no mercado futuro.

Segundo o especialista, os estrangeiros estão aumentando sua posição e os fundos nacionais mudaram a mão e também estão apostando em dólar mais caro.

Na máxima do dia, a divisa testou R$ 2,403, mas não sustentou tal patamar, encerrando o dia negociada a R$ 2,378 na compra e R$ 2,380 na venda, ainda assim, alta de 1,44% sobre o fechamento de ontem.

Com isso, dólar registrou o quarto dia seguido de alta ante o real e passa acumular valorização de 1,97% em 2009. O Banco Central interveio no mercado à vista, mas não conseguiu reverter o movimento comprador.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 1,45%, fechando também a R$ 2,38. O giro financeiro somou US$ 196,25 milhões, metade do observado ontem. Ontem aconteceram negócios com o dólar para vencimento em D+1. A moeda fechou a R$ 2,3789, queda de 1,56%, movimentando US$ 140 milhões.

O mercado de juros ganhou mais uma razão para apostar em ações mais agressivas do Banco Central. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou deflação de 0,85% em janeiro, queda mais forte do que a esperada.

No decorrer da semana, mais agentes passaram a apostar em corte de 0,75 ponto percentual na Selic enquanto algumas instituições, como a Tendências Consultoria, elevaram a previsão para redução de 1 ponto percentual.

Hoje, os agentes recebem mais um dados sobre a atividade no quarto trimestre. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz o desempenho do varejo no mês de novembro.

Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, registrava baixa de 0,18 ponto, a 11,41%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,24 ponto, a 11,51%, e janeiro 2012 apontava 11,70%, perda de 0,11 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,07 ponto percentual, para 13,02%, enquanto o DI para julho de 2009 recuou 0,09 ponto, projetando 12,17% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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