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Bovespa garantiu novo dia de alta e dólar fechou estável na terça

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com ganhos ontem, confirmando os ganhos da segunda-feira, o dólar teve leve queda e os juros futuros continuaram apontando para baixo. O dia começou de forma negativa com os índices futuros apontando pregão de baixa aqui e em Nova York e o dólar ganhando valor ante o real. Ainda pela manhã, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano mudou o tom do dia ao anunciar um pacote de US$ 800 bilhões para estimular o crédito ao consumidor.

Valor Online |

Com uma nova linha, batizada de Term Asset-Backed Securities Loan Facility (TALF), o Fed irá emprestar até US$ 200 bilhões ao mercado de securitização e Asset-Backed Securities (ABS, instrumento lastreado por ativos financeiros) originados por empréstimos estudantis, financiamento de automóveis e crédito aos pequenos negócios.

Com essa medida, o Fed quer garantir a liquidez no mercado de derivativos de crédito e, assim, estimular a originação de empréstimos para consumo.

A outra parte do plano prevê a compra de US$ 600 bilhões em ativos hipotecários originados pela Fannie Mae, Freddie Mac e outras empresas patrocinadas pelo governo. Dessa forma, o Fed faz uma limpeza no mercado de ativos hipotecários e permite que as negociações com esses ativos voltem a acontecer.

A notícia animou os investidores durante boa parte da sessão puxando ganho de quase 4% na Bovespa e dólar para baixo de R$ 2,3. A instabilidade externa, contudo, falou mais alto, com os índice em Wall Street recuando em meio a uma tentativa de realização de lucros depois de dois dias de acentuado ganhos.

No fim da sessão, o Ibovespa superou o sinal externo negativo e garantiu alta de 1,83%, aos 34.812 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,72 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones também garantiu fechamento em alta, de 0,43%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 0,5%.

O dólar fechou no momento de indefinição do cenário externo e, depois de uma briga entre compras e vendas, acabou praticamente estável, com leve queda de 0,08%, aos R$ 2,323 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a queda foi de 0,26%, com a divisa fechando a R$ 2,325. O giro financeiro somou US$ 143,75 milhões, menos da metade do observado na segunda-feira.

Os juros futuros seguem apontando um consenso entre os agentes de mercado de que o Banco Central brasileiro terá de alterar sua política monetária, passando a dar maior ênfase ao crescimento econômico em detrimento ao controle de inflação.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,08 ponto percentual, para 14,64%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,09 ponto, para 15,36%. E janeiro 2012 apontava 15,66%, desvalorização de 0,10 ponto.

Na ponta curta, o movimento foi de alta, com o DI para dezembro de 2008 avançando 0,23 ponto percentual, para 13,33% ao ano. E o DI para janeiro de 2009 apontava ganho de 0,07 ponto, a 13,60%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 265.110 contratos, equivalentes a R$ 23,27 bilhões (US$ 9,90 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 123.330 contratos, equivalente a R$ 10,61 bilhões (US$ 4,51 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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