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Bovespa garante alta de 0,49%, mas fecha semana com perda de 5,39%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a sexta-feira em território positivo, mas a preocupação com o setor financeiro cobrou seu preço ao longo da semana, resultando em perda acumulada de 5,39% para o Ibovespa. Depois de oscilar entre ganhos e perdas, o principal índice da bolsa paulista fechou em alta de 0,49%, aos 39.

Valor Online |

341 pontos, com giro financeiro de R$ 3,59 bilhões. No acumulado do ano, o índice ainda registra ganho de 4,77%.

O começo da sessão foi bastante otimista, depois que o governo dos Estados Unidos voltou a intervir no mercado garantindo US$ 400 bilhões em ativos do Bank of America e Citigroup, que estavam envoltos em rumores de nacionalização.

A ajuda veio no mesmo em dia em que as instituições registraram prejuízos bilionários. O Bank of America perdeu US$ 1,8 bilhão, enquanto o Citi amargou prejuízo de US$ 8,3 bilhões.

No decorrer da tarde o otimismo perdeu força e o Ibovespa chegou cair 1,46%. No fim dos negócios, o mercado voltou a mudar de direção, puxado pelas ações da Petrobras e da Vale. Em Wall Street, o período da tarde também foi instável, mas por volta das 18 horas, o Dow Jones registrava ganho de 0,80%, enquanto o Nasdaq subia 0,65%.

Para o economista da área de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti, o que dá algum fôlego aos investidores é a expectativa sobre a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.

O novo presidente toma posse na terça-feira, e os mercados norte-americanos reagem depois de um final de semana prolongado. Segunda-feira não tem pregão em Wall Street, em função de feriado.

Avaliando as notícias no setor financeiro, Casotti aponta que a preocupação com a capitalização dos bancos voltou ao mercado e, depois dos bancos dos EUA, começam a surgir notícias de que bancos europeus também precisaram levantar mais dinheiro.

No âmbito interno, o único evento capaz de movimentar a bolsa é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Para Casotti, um corte de juros maior do que o esperado pode dar fôlego às compras de ações.

Cabe lembrar que na segunda-feira acontece o vencimento de opções sobre ações e o movimento deve ser menor do que o usual, pois feriado em Wall Street significa baixo volume negociado.

No âmbito corporativo, Petrobras PN subiu 0,74%, fechando a R$ 24,28, enquanto Vale PNA ganhou 0,75%, para R$ 26,60. O barril de petróleo reverteu as perdas do dia e fechou em alta, mas na semana o preço caiu mais de 10%.

Contribuindo para a variação positiva do dia, CSN ON apontou alta de 2,45%, para R$ 35,50, enquanto Usiminas PN se valorizou 3,06%, para R$ 29,94.

Alinhados aos pares internacionais, os bancos voltaram a perder valor. Itaú PN caiu 3,42%, para R$ 23,95, e fecha semana acumulando perda de 16,11%. Bradesco PN recuou 2,07%, para R$ 21,20, e Banco do Brasil ON cedeu 4,0%, para R$ 14,40.

Destaque na ponta compradora, Lojas Renner ON teve alta de 8,38%, encerrando a R$ 17,83. Ainda no setor de varejo, Lojas Americanas PN subiu 3,83%, para R$ 6,50. Ganho de 5,35% para Gol PN, que fechou a R$ 11,60.

No lado oposto, Sadia PN caiu forte, perdendo mais de 7% de seu valor para encerrar aos R$ 3,39. Aracruz PN caiu 3,62%, para R$ 2,66, e Redecard ON registrou baixa de 4,66%, valendo R$ 25,75.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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