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Bovespa ganhou 11,4% na semana; dólar subiu, mas valeu menos de R$ 2,4

SÃO PAULO - Revertendo um começo de sessão francamente pessimista, os mercados brasileiros encerraram a semana passada de maneira positiva. A Bovespa reconquistou os 39 mil pontos, o dólar fechou em alta, mas valendo menos de R$ 2,40, e os juros futuros seguiram ajustando para baixo.

Valor Online |

O início de sexta-feira foi negativo, com os agentes reagindo ao colapso do plano de resgate às montadoras norte-americanas. O projeto de US$ 14 bilhões em empréstimos para Ford, GM e Chrysler caiu na noite de quinta-feira no Senado dos EUA em meio a disputas sobre salários de trabalhadores sindicalizados.

Já no fim da manhã, o mercado ganhou folgo novo. A Casa Branca resolveu intervir e mandou o Tesouro garantir dinheiro às empresas. " Como o Congresso falhou, estaremos prontos para prevenir um colapso iminente até que o Congresso atue para buscar a viabilidade de longo prazo para o setor " , disse a porta-voz do Tesouro, Brooklyn McLaughlin.

Os índices tanto no Brasil quanto em Wall Street reagiram bem à notícia, mas só firmaram tendência no fim da tarde. O Dow Jones ganhou 0,75% e o Nasdaq subiu 2,18%.

No âmbito doméstico, as compras foram mais agressivas, o que levou o Ibovespa a fechar na máxima do dia. Depois de cair 3,9% no começo do pregão, o indicador apresentou alta de 2,22%, encerrando aos 39.373 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,54 bilhões. O índice fechou a semana com valorização de 11,39% e passou a registrar variação positiva 7,59% no mês de dezembro. No acumulado de 2008, a queda ainda é de 38,37%.

O cenário externo também influiu no câmbio, que disparou mais de 3% no começo da manhã. No decorrer do pregão, as compras perderam força e o Banco Central (BC) voltou a atuar no mercado à vista, mas ainda assim o dólar fechou com alta ante o real.

Ao fim do pregão, o dólar comercial era negociado a R$ 2,364 na compra e R$ 2,366 na venda, com elevação de 0,89%. Mesmo como ganho, a divisa acumulou perda de 4,55%, na semana. Já no mês, o dólar ainda registra aumento de 2,2%. No ano, o ganho está em 33%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa apresentou alta de 1,06%, fechando a R$ 2,365. O giro financeiro somou US$ 176,75 milhões, volume 28% menor que o registrado um dia antes. No interbancário, o movimento somou US$ 1,4 bilhão.

Os juros futuros chegaram a apontar para cima, mas a tendência de queda que já dura três semanas acabou preponderando. Os agentes seguem ajustando as apostas quanto à redução da taxa Selic no começo de 2009. Para o Banco Fator, a taxa cai em 21 de janeiro, data da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 0,5 ponto percentual.

Ao final da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,05 ponto percentual, para 12,80%. O contrato para janeiro 2011 fechou estável, a 13,41%, e janeiro 2012 se encontrava em 13,54%, baixa de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 subiu 0,02 ponto, para 13,52%. Já o DI para julho de 2009 caiu 0,06 ponto, projetando 13,08%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 298.720 contratos, equivalentes a R$ 26,39 bilhões (US$ 11,28 bilhões), montante quase três vezes menor que o registrado na quinta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 165.030 contratos, equivalentes a R$ 14,54 bilhões (US$ 6,21 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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