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Bovespa firma alta e ganha 1,97%; dólar recua para R$ 2,282

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa por um pregão de recuperação nesta sexta-feira depois de amargar quatro dias seguidos de baixa. Com destaque para os carros-chefe, por volta das 13h10, o Ibovespa subia 1,97%, somando 41.

Valor Online |

296 pontos, com giro financeiro em R$ 1,02 bilhão.

Segundo operador de mercado que não quis se identificar, os ganhos de hoje têm dois componentes. O primeiro deles é um ajuste com relação ao mercado americano. Ontem, quando o pregão já tinha encerrado por aqui, Wall Street teve forte retomada apoiada em notícias de subsídios aos devedores de hipotecas. Com isso, as ações negociadas aqui estavam defasadas com relação aos recibos (ADRs) negociados em Nova York.

O segundo componente é uma tentativa de recuperação no preço de algumas matérias-primas e indicações positivas vindas da economia chinesa. De acordo com o Banco da China, o volume de novos empréstimos dobrou em janeiro.

O sinal vindo de Wall Street nesta sexta-feira pode barrar as compras por aqui. O tom positivo do fim da sessão de ontem parece perder força. Os investidores mostram novamente cautela e avaliam posições antes do fim de semana prolongado. Há pouco, Dow Jones caía 0,21% e o Nasdaq ganhava 0,12%. Segunda-feira não tem pregão em função do feriado do Dia do Presidente.

Direcionando o foco para a Bovespa, o operador afirma que a bolsa brasileira está parcialmente descolada da instabilidade externa. E isso pode ser explicado pelo posicionamento dos investidores estrangeiros no mercado de Ibovespa futuro.

Segundo ele, os não residentes estão comprados em índice, ou seja, apostando na alta do mercado até o vencimento do contrato, que acontece na quarta-feira da semana que vem. Na outra ponta, está o investidor local, que está vendido, ou seja, apostando na baixa.

" Se o estrangeiro mantiver essa posição, o Ibovespa se segura " , explica. " Agora se ele inverter a mão e passar a vender, a coisa muda de figura, pois uem vai comprar se o investidor local já está vendido? " , acrescenta.

No âmbito corporativo, Vale PNA liderava o volume negociado, com alta de 1,37%, a R$ 30,18. A instabilidade no preço do papel, conforme o operador, está garantida pelos próximos meses até que se concluam as negociações quanto ao preço do minério de ferro. As estimativas então entre queda de 10% a 40%. " De 2002 até o ano passado, o produtor mandou no preço. Esse é o primeiro ano que o consumidor vai brigar " , lembra.

Bom desempenho também para Petrobras PN, que ganhava 2,38%, a R$ 27,43. Com o terceiro maior volume, BM & FBovespa subia 3,22%, cotado a R$ 6,73.

Os bancos e as siderúrgicas também recuperavam valor. Itaú PN tinha elevação de 1,71%, a R$ 24,90, e CSN ON ganhava 2,80%, a R$ 36,60.

Ainda na ponta compradora, Vivo PN subia 3,81%, para R$ 36,23. Refletindo corte de despesas e maior captação de clientes, o lucro líquido no quarto trimestre ficou em R$ 215,5 milhões.

Ganho também para a administradora de meios de pagamento Redecard, que teve lucro líquido recorrente de R$ 343 milhões, montante 53% maior no comparativo anual. O papel ON avançava 1,85%, a R$ 27,50.

Apenas seis dos 66 papéis do índice apresentavam baixa, como Transmissão Paulista, que cedia 0,90%, a R$ 42,60. Cesp PNB declinava 0,34%, a R$ 14,50, devolvendo parte dos ganhos dos últimos dias.

No câmbio, o ambiente de menor aversão ao risco estimulava a venda de dólares. Há pouco, o dólar comercial perdia 0,26%, a R$ 2,282 na venda. Já no mercado futuro, a baixa é mais consistente, com o dólar para março caindo 1,33%, a R$ 2,288.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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