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Bovespa fechou sexta-feira com alta; dólar ficou em R$ 2,479

SÃO PAULO - A primeira semana de dezembro acabou com extremada volatilidade nos mercados brasileiros. O foco da sexta-feira foi o dólar que disparou para R$ 2,621, levando o Banco Central (BC) a intervir com força no mercado.

Valor Online |

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dia acabou de forma positiva, depois das perdas acentuadas no período da manhã. Tendência definida apenas para os juros futuros, que acentuaram as perdas depois que a inflação oficial ficou abaixo do esperado em novembro.

Saída de recursos e ações especulativas puxaram a taxa de câmbio para preços não observados em mais de três anos no período da manhã. O Banco Central (BC) interveio e fez dois leilões no mercado à vista. Com isso, a taxa ficou oscilando com leve alta, mas no decorrer da tarde uma disparada puxou o dólar para R$ 2,621, ou alta de 3,35%. O BC voltou ao mercado à vista. De acordo com operadores, a operação foi mais " volumosa " e finalmente puxou o dólar para casa dos R$ 2,50. Logo na seqüência, a autoridade monetária disponibilizou 30 mil contratos de swap e taxa voltou para o nível de R$ 2,40.

Correram pelas mesas de operação que as ofertas no mercado à vista teriam chegado a US$ 1 bilhão e chama atenção o elevado giro no mercado interbancário, mais de US$ 7 bilhões. Na quinta-feira da semana passada, o giro foi de cerca de US$ 1,7 bilhão.

No final do pregão, a divisa valia R$ 2,477 na compra e R$ 2,479 na venda, queda de 2,24%. Na semana, porém, o dólar ganhou 7,08% ante o real. Desde a mínima registrada em 1º de agosto, a R$ 1,559, a moeda estrangeira já avançou 59%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve desvalorização de 1,08%, terminando a R$ 2,480. O giro financeiro somou US$ 299,5 milhões.

No mercado de renda variável, a notícia da manhã foi a perda de 533 mil postos de trabalho nos Estados Unidos no mês de novembro. O resultado foi o pior desde 1974 e superou as expectativas que apontavam fechamento de 300 mil a 350 mil vagas. A taxa de dezembro subiu para 6,7%, a maior em 15 anos.

Com essa manchete as bolsas tiveram início no vermelho. Por aqui, o Ibovespa chegou a perder 3,7%. Além do cenário externo, a bolsa refletia a contínua perda de valor das commodities.

No entanto, no final da tarde, o mercado norte-americano iniciou uma retomada apoiada nas ações do setor financeiro, depois que uma seguradora revisou para cima a previsão de lucro para o ano.

Com índices firmando alta por lá, as compras aumentaram por aqui e o Ibovespa, guiado por bancos e varejistas, encerrou o dia com valorização de 0,63%, aos 35.347 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,58 bilhões. Ainda assim, o índice terminou a semana com declínio de 3,41%. No ano, a baixa acumulada está em 44,6%.

Em Wall Street, as compras foram mais acentuadas, puxando elevação de 3,09% para o Dow Jones. A bolsa eletrônica Nasdaq subiu 4,41% e o S & P 500 avançou 3,65%.

No mercado de juros futuros, além das evidências de menor crescimento, as apostas de Selic mais baixa também passaram a ter respaldo na inflação menos pressionada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,36% no mês passado, recuando de 0,45% em outubro e abaixo do 0,5% estimado pelo mercado.

O consenso é de que o BC manterá a taxa de juros em 13,75% na reunião desta semana, mas que a política monetária terá que mudar já no começo de 2009. Como o colegiado não é adepto de mudanças bruscas ou surpresas, os agentes acreditam que no encontro de quarta-feira o BC pode sinalizar a intenção de cortar a taxa de juros por meio do placar na decisão e/ou da ata.

Ao fim do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava queda de 0,35 ponto percentual, para 13,32%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com decréscimo de 0,50 ponto, para 13,65%. E janeiro 2012 apontava 13,66%, também desvalorização de 0,41 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava leve baixa de 0,01 ponto, para 13,51%. Julho de 2009 caiu 0,19 ponto, projetando 13,50%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 680.605 contratos, equivalentes a R$ 61,88 bilhões (US$ 24,84 bilhões), quase o dobro do registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.370 contratos, equivalentes a R$ 16,83 bilhões (US$ 6,75 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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