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Bovespa fechou semana em baixa; dólar encerrou com estabilidade

SÃO PAULO - A sexta-feira acabou de forma negativa para os mercados brasileiros. A baixa no preço das commodities segurou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em baixa, o dólar teve forte volatilidade, mas fechou praticamente estável e os juros futuros passaram por realização de lucros e encerraram com alta.

Valor Online |

Wall Street, principal referência para os negócios por aqui, também teve um pregão instável. O esperado resgate às montadoras não foi suficiente para segurar as compras no Dow Jones, que caiu 0,30%. Já o Nasdaq fechou com alta de 0,77%.

O presidente dos EUA, George W. Bush, deu um presente de Natal de US$ 17,4 bilhões a Chrysler e General Motors, que lutam para evitar a falência. O dinheiro vem do Tarp, plano de US$ 700 bilhões destinado ao setor financeiro. De imediato, as fabricantes de automóveis receberão US$ 13,4 bilhões.

Ainda no âmbito externo, o petróleo foi destaque mais uma vez, ao cair mais de 6% e fechar na casa dos US$ 33 o barril de WTI. Em seis dias, a commodity afundou cerca de 30%. Vale lembrar que o preço já recuou mais de US$ 100 desde a máxima registrada em julho, quando o contrato testou US$ 147.

Na Bovespa, os carros-chefe puxaram as perdas, mas o patamar de 39 mil pontos foi mantido. O Ibovespa fechou a sexta-feira com perda de 1,02%, a 39.131 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,06 bilhões. Na semana, o índice teve leve baixa, de 0,61%, mas já acumula ganho de 6,93% no mês de dezembro.

O dólar abriu com alta de mais de 4,5% ante o real, mas as compras não se sustentaram. Entre as explicações para a disparada, rumores de saída, zeragem de posições depois da alta de preço no mercado futuro na quinta-feira e reação a novas normas contáveis que obrigam as empresas a detalhar sua exposição a instrumentos financeiros, inclusive derivativos.

A percepção é mesmo de que a especulação é grande - os próprios agentes de mercado afirmam que não tem tanto dinheiro circulando para justificar uma oscilação de mais de 5% entre máxima (R$ 2,741) e mínima (R$ 2,352).

No final do dia, o dólar comercial apontava leve alta de 0,04%, a R$ 2,358 na compra e R$ 2,360 na venda. Cabe destacar que a divisa devolveu uma apreciação de mais de 1% nos ajustes finais do pregão. Com isso, o ativo fechou a semana acumulando perda de 0,25%. No ano, o dólar sobe 32,8%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa também ganhou 0,04%, fechando a R$ 2,360. O giro financeiro somou US$ 233,5 milhões, montante mais de suas vezes maior que o registrado na quinta-feira. No interbancário o giro permaneceu alto, cerca de US$ 3,25 bilhões.

Em meio a mais evidência de queda na inflação e menor ritmo de crescimento econômico os investidores aproveitaram para embolsar os ganhos com as apostas vendidas em juros futuros, com isso, os contratos fecharam a sexta-feira apontando para cima na BM & F.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, marcava alta de 0,11 ponto percentual, para 12,41%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com ganho de 0,15 ponto, a 12,75%. E janeiro 2012 apontava 13,04%, valorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 não apresentou alteração, projetando 13,51%. E o DI para julho de 2009 subiu 0,02 ponto, precificando 12,87% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 378.415 contratos, equivalentes a R$ 33,51 bilhões (US$ 14,21 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 224.725 contratos, equivalentes a R$ 19,94 bilhões (US$ 8,46 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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