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Bovespa fechou semana com perda; dólar teve forte queda na sexta-feira

SÃO PAULO - A sexta-feira foi mais um dia de acentuada instabilidade nos mercados brasileiros, especialmente para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e para os contratos de juros futuros. Tendência definida apenas para o dólar, que operou em forte baixa durante todo o pregão.

Valor Online |

Os investidores brasileiros bem que tentaram, mas não conseguiram descolar a Bovespa da instabilidade externa. Depois de oscilar entre ganhos e perdas, o Ibovespa perdeu 0,57%, fechando aos 35.789 pontos. O giro foi baixo, apenas R$ 3,09 bilhões, o menor desde primeiro de setembro. Com essa perda, o índice fechou a semana com variação negativa de 2,39%. A baixa está em 3,93% no mês e em 43,97% no acumulado do ano.

Em Wall Street, o sobe e desce também foi intenso, com os investidores lidando com renovadas indicações de perda de dinamismo econômico. Nova evidência veio do mercado varejista, onde as vendas caíram 2,8% em outubro, pior resultado da série iniciada em 1992.

Depois de uma breve tentativa de alta no fim dos negócios, as vendas se acentuaram e o Dow Jones fechou com declínio de 3,82%. A bolsa eletrônica Nasdaq desvalorizou 5%.

No câmbio, o movimento vendedor foi bastante acentuado, corrigindo, em parte, a disparada de um dia antes. No entanto, os operadores apontam que grande parte da oscilação é oriunda de movimentações na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), tendo pouca relação com negócios realizados no mercado à vista.

Operando em forte baixa desde o começo do pregão, o dólar comercial encerrou valendo 4,13% menos, negociado a R$ 2,268 na compra e R$ 2,270 na venda. Essa foi a maior desvalorização percentual diária desde 13 de outubro. Apesar da queda, a divisa fechou a semana acumulando alta de 5,09%.

Na roda de " pronto " da BM & F, a moeda apresentou decréscimo de 4,72%, finalizando, também, aos R$ 2,270. O giro financeiro ficou em US$ 155,7 milhões. O giro interbancário foi semelhante ao de um dia antes, somando US$ 3,82 bilhões.

Os contratos de juros futuros oscilaram bastante durante o dia, mas acabaram apontando para baixo dando maior peso à desvalorização do dólar do que às perdas em Wall Street.

Ao fim da sessão na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,17 ponto percentual, para 15,14%. Janeiro 2011 também fechou com recuo de 0,17 ponto, para 15,95%, e janeiro 2012 apontava 16,21%, sem alteração.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,40%, queda de 0,09 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 cedeu 0,03 ponto, para a 13,65%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 367.835 contratos, equivalentes a R$ 31,39 bilhões (US$ 13,47 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 126.650 contratos, equivalentes a R$ 10,79 bilhões (US$ 4,63 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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