Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa fechou em baixa ontem, mas segurou 39 mil pontos; dólar caiu

SÃO PAULO - A quarta-feira foi um dia de volatilidade extremada nos mercados brasileiros, em especial na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde aconteceu o vencimento de opções sobre o índice futuro. Dólar e juros fecharam em baixa reagindo à decisão do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que derrubou o custo do dinheiro na terça-feira de 1% para uma banda de zero a 0,25%.

Valor Online |

A instabilidade também pautou os negócios em Wall Street, onde os investidores digeriram a decisão do Fed e a assimilaram o prejuízo acima do esperado do Morgan Stanley, que perdeu US$ 2,3 bilhões no quarto trimestre. Depois de ensaiar alta, o Dow Jones fechou com 1,12% de decréscimo. O índice composto Nasdaq cedeu 0,67%.

Na praça brasileira, a briga entre comprados e vendidos ficou evidente pela forte movimentação nas ações da Petrobras e Vale, que operaram descoladas dos pares internacionais. Cabe lembrar que esses ativos fazem mais de 30% do índice.

Depois de bater 40.361 pontos na máxima do dia, o Ibovespa encerrou aos 39.947 pontos, queda de 0,12%. O giro financeiro somou R$ 9,10 bilhões, inflado pelo exercício de opções, que movimentou R$ 2,15 bilhões. Vale destacar que grande parte da perda do dia, que chegou a 2,18%, foi recuperada no call de fechamento.

Com o exercício de índice de ontem, o contrato com vencimento em dezembro deixou de ser negociado e o mais líquido passou a ser o de vencimento em fevereiro de 2009, que fechou com perda de 0,48%, aos 40.700 pontos.

Evidenciando a movimentação do dia em torno das opções de índice, os ativos PN da Petrobras asseguraram elevação de 2,31%, para R$ 24,35, apesar da redução acentuada no preço do petróleo. O barril de WTI afundou 8%, para próximo de US$ 40, mesmo depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciar um corte recorde de produção, de 2,2 milhões de barris por dia.

O mercado de câmbio ensaiou alta pela manhã, mas a pressão vendedora acabou prevalecendo em meio ao forte ajuste de posições globais de moeda depois da decisão de juros do Fed.

No entanto, a reação por aqui ficou devendo em comparação com outros mercados. O dólar comercial fechou com baixa de 1,05%, a R$ 2,347 na venda. Para efeito de comparação, o dólar teve a maior baixa ante o euro desde a estréia da moeda comum em 1999, caindo mais de 3%. Em comparação ao iene, a relação de troca foi a menor em 13 anos.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda perdeu 0,80%, fechando a R$ 2,351. O giro financeiro somou US$ 186,5 milhões.

Segundo os especialistas, o que explica esse descolamento com relação a outras moedas é falta de dólares no mercado interno e os investidores com posições compradas defendendo suas apostas.

A decisão do Fed também influiu sobre os juros futuros. Com a derrocada do dólar em âmbito global, os agentes estimam que tal ajuste possa chegar por aqui, facilitando o trabalho do Banco Central (BC). O foco seguiu voltado para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,18 ponto percentual, para 12,49%. O contrato para janeiro 2011 cedeu 0,33 ponto, a 12,97%, e janeiro 2012 apontava 13,27%, desvalorização de 0,22 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 diminuiu 0,02 ponto, para 13,51%. Na mesma direção, o DI para julho de 2009 caiu 0,07 ponto, projetando 12,87%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 579.565 contratos, equivalentes a R$ 51,27 bilhões (US$ 21,56 bilhões), montante 46% maior do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 222.450 contratos, equivalentes a R$ 19,68 bilhões (US$ 8,27 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG