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Bovespa fechou em alta e dólar recuou ante o real na sexta

SÃO PAULO - Apesar da elevada instabilidade, a sexta-feira acabou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) defendeu os 39 mil pontos e o dólar caiu ante o real.

Valor Online |

Com outra dinâmica, os juros futuros longos passaram por correção de preço e fecharam com leve alta.

A sexta-feira foi marcada pelas notícias do setor financeiro, que voltou a assombrar as bolsas com prejuízos bilionários, baixas contábeis e governos correndo para socorrer instituições.

O dia começou com o governo dos Estados Unidos anunciando US$ 400 bilhões como cobertura aos ativos do Bank of America e do Citigroup, que pouco depois anunciaram prejuízos trimestrais de US$ 1,8 bilhões e US$ 8,3 bilhões, respectivamente.

Segundo o diretor-gestor da Codepe Corretora, Fernando Aguiar, a situação é assustadora, pois as perdas não parecem ter fim. Além disso, o especialista aponta que os bancos já estão " quebrados " , o que acontece é um processo de desmanche.

Tal processo fica bastante claro se observarmos o Citigroup apenas na semana que passou. O banco vendeu sua corretora para o Morgan Stanley e se dividiu em duas unidades, uma voltada à tradicional atividade bancária de captação, spread, repasse, e outros para os ativos de risco.

Além dos bancos, outro assunto que dominou as mesas de operação de bolsa, juros e dólar foi a posse do presidente eleito norte-americano, Barack Obama, na terça-feira. Há grande expectativa com o discurso do presidente.

Depois de muitas oscilações entre alta e baixa, a Bovespa garantiu fechamento em território positivo, mas amargou perda de 5,39% na semana. Ao final da sexta-feira, o principal índice da bolsa paulista marcava alta de 0,49%, aos 39.341 pontos, com giro financeiro de R$ 3,59 bilhões. No acumulado do ano, o índice registra valorização de 4,77%.

Em Wall Street, a instabilidade também foi o nome do jogo, mas o Dow Jones garantiu valorização de 0,84%. A bolsa eletrônica Nasdaq subiu 1,16%.

No mercado de câmbio, depois de quatro dias seguidos de alta o dólar passou uma correção técnica e perdeu ante o real. No entanto, segue a percepção de as apostas contra a moeda brasileira continuam aumentando no mercado futuro.

Ao final da jornada, o dólar comercial valia R$ 2,341 na compra e R$ 2,343 na venda, queda de 1,55%. Na semana, o dólar subiu 3,13%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda também teve desvalorização de 1,55%, fechando a R$ 2,343. O giro financeiro somou US$ 235,75 milhões.

Os juros futuros começaram o dia apontado para baixo depois que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou retração de 0,7% nas vendas varejistas de novembro. O que ajuda a confirmar a percepção de acentuada desaceleração econômica.

No decorrer da tarde, a piora do humor externo e o pouco espaço para novas apostas de baixa estimularam uma correção nos vencimentos longos, que fecharam o dia apontado para cima.

Os agentes seguem divididos entre corte de 0,5 pontos e 0,75 ponto percentual na Selic na reunião dessa quarta-feira. Há também quem aposte em BC mais agressivo, com corte de 1 ponto percentual.

Ao final do pregão, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, registrava alta de 0,04 ponto, a 11,42%. Na mínima o contrato bateu 11,33%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,05 ponto, a 11,53%. E janeiro 2012 apontava 11,63%, valorização de 0,02 ponto.

Na ponta curta, os vencimentos seguiram em baixa. O contrato para março de 2009 perdeu 0,04 ponto percentual, para 12,97%, enquanto o DI para julho de 2009 recuou 0,05 ponto, projetando 12,08% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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