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Bovespa fechou a sexta-feira aos 42.755 pontos e dólar caiu a R$ 2,254

SÃO PAULO - A sexta-feira encerrou de forma bastante positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu os 42 mil pontos, o dólar caiu para R$ 2,254 e os juros futuros apontaram para baixo.

Valor Online |

Dois fronts positivos deram fôlego ao mercado - prevaleceu a percepção de retomada na demanda por commodities na China e os agentes em Wall Street também atuaram na compra à espera das decisões que virão de Washington sobre o plano de ajuda para a economia e para os bancos.

Com destaque para as ações da Vale, Petrobras, siderúrgicas e bancos, o Ibovespa garantiu alta de 4,01% na sexta-feira, encerrando aos 42.755 pontos. Tal patamar é o maior desde 3 de outubro de 2008. O giro financeiro foi elevado, de R$ 5,36 bilhões, evidenciando consistência nas compras.

Com isso, o indicador fechou a semana com valorização de 8,79% e passou a acumular ganho de 13,86% no ano. Desde a mínima registrada em 27 de outubro, o Ibovespa já subiu impressionantes 45%.

Nos Estados Unidos parece que predominou a lógica do " quanto pior melhor " . A perda de 598 mil empregos em janeiro, maior desde 1974, foi vista como um forte ponto pressão para a rápida aprovação do plano de resgate à economia que tramita no Senado americano.

Outra visão compartilhada por alguns analistas é que os dados recentes apontam que a economia bateu no fundo do poço e de que agora em diante os números devem melhorar.

Os agentes continuaram comprando ações dos bancos esperançosos nas novas medidas que serão anunciadas para o setor financeiro. É esperado que o " bad bank " , que concentraria os ativos podres que estão no balanço das instituições, seja uma delas.

Ao fim do pregão, Dow Jones subiu 2,70%, com ganho semanal de 3,5%. Já o Nasdaq avançou 2,94%, fechando a semana passada com valorização de 7,8%.

Com bolsas e commodities em alta, os investidores estrangeiros continuaram reduzindo suas apostas contra o real no mercado futuro, o que também influenciou a formação de preço no mercado à vista.

O dólar comercial valia R$ 2,254 na venda, queda de 1,48%, no fim da sessão de sexta-feira. Com quatro dias de baixa em cinco pregões, a divisa fechou a semana com perda de 2,76%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 1,75%, a R$ 2,248. O giro financeiro somou US$ 106,5 milhões.

O Banco Central (BC) seguiu ausente do mercado. Segundo alguns players, isso mostra aumento no fluxo positivo de moeda no mercado físico. O último leilão de venda aconteceu na terça-feira.

Os juros futuros retomaram o movimento de baixa, mesmo com a inflação oficial subindo mais do que o esperado em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 0,48% no fechamento de janeiro, acima da previsão do mercado, que oscilava de 0,40% a 0,46%.

O analista de renda fixa do FinaBank, Rodrigo Betti Marques, comentou que, apesar de superar um pouco o esperado, o IPCA está condizente com as pressões sazonais do mês de janeiro e ainda projeta inflação dentro da meta para o ano.

Ao final do pregão na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,04 ponto, a 10,99%. O contrato para janeiro 2011 perdeu 0,06 ponto, para 11,38%, e janeiro 2012 apontava 11,77%, sem alteração.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,02 ponto, para 12,65%. O contrato para abril recuou 0,02 ponto, a 12,30%, e julho de 2009 também cedeu 0,02 ponto, projetando 11,58%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 285.215 contratos, equivalentes a R$ 25,06 bilhões (US$ 10,87 bilhões), menos da metade do registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 151.295 contratos, equivalentes a R$ 13,78 bilhões (US$ 5,58 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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