Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa fecha terça-feira com alta de 2,79%; dólar tem queda de 0,30%

SÃO PAULO - Com destaque para as ações da Vale e Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) marcou o primeiro pregão de alta depois de três dias de queda e voltou a se aproximar dos 40 mil pontos nesta terça-feira. A Bovespa encerrou o dia com uma valorização de 2,79%, a 39.746 pontos, com giro financeiro de R$ 3,39 bilhões.

Redação com agências |

 

Segundo o diretor de investimentos da Prosper Gestão de Recursos, Júlio César Martins, o dia foi bastante positivo, com as compras inicialmente concentradas em Petrobras e Vale se espalhando para outros setores.

Liderando o volume negociado, Vale PNA fechou com alta de 4,50%, a R$ 29,00, e Vale ON subiu 4,95%, para R$ 33,91. A mineradora ganhou recomendação do UBS.

Forte alta também para Petrobras PN, que ganhou 3,60%, para R$ 25,58. O petróleo teve leve valorização hoje, em meio a notícias de corte de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

As siderúrgicas também ganharam valor, em um dia em que relatórios externos apontaram aumento de preço de alguns produtos siderúrgicos na China. Gerdau PN avançou 4,98%, para R$ 15,59, e CSN ON teve acréscimo de 3,23%, para R$ 36,34.

Fazendo uma análise técnica, Martins, da Prosper, lembra que o Ibovespa tem duas resistências grandes à alta, uma nos 40.330 pontos, que pode ser rompida amanhã, e outra nos 42.300 pontos.

Segundo o especialista, o que está perceptível, agora, é que as notícias neutras acabam ganhando viés positivo, pois o mercado já está "seco" de venda, ou seja, não há pressão vendedora.

Olhando para o restante do mês, o diretor da Prosper aponta que um importante direcionador da Bovespa será a safra de resultados trimestrais. "Vamos saber como as empresas brasileiras se comportaram no período de crise", afirmou.

No mais, diz o especialista, a tomada de posição segue dependente do sinal externo, o que garante falta de tendência para o Ibovespa.

Entre os bancos, o papel ON do Banco do Brasil teve valorização de 3,05%, para R$ 14,18, e Itaú PN ganhou 1,45%, para R$ 22,99. Depois de ganhos e perdas, Bradesco PN garantiu alta de 0,34%, a R$ 20,30.

Destaque de alta para as construtoras. Cyrela ON ganhou 10,05%, para R$ 10,40, Gafisa ON subiu 9,36%, fechando a R$ 13,20, e Rossi ON se valorizou 6,44%, a R$ 4,79.

Na ponta oposta, Sadia PN caiu 3,83%, para R$ 3,26, Light ON cedeu 1,93%, para R$ 23,30, e Duratex PN perdeu 1,65%, para R$ 14,82.

Câmbio

Depois de três dias seguidos de alta, o dólar fechou a terça-feira em baixa contra o real, acompanhando o movimento dos mercados acionários globais. A moeda norte-americana encerrou o dia com uma queda de 0,30%, cotada a R$ 2,321.  

Segundo o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, a formação da taxa de câmbio reflete bem o efeito calendário, pois normalmente o começo de mês é marcado por baixa negociação, fator agravado pela persistente escassez de linhas de crédito externo.

Ainda de acordo com o especialista, o dólar também apresentou pouca variação sobre outras moedas, mas, ainda assim, perdeu valor para o euro e para o iene.

Segundo Batistel, a tendência para o dólar ainda é de alta, com a taxa buscando acomodação na casa dos R$ 2,40. Justificando sua expectativa, o gerente aponta para o saldo comercial de janeiro, que foi negativo em US$ 518 milhões, marcando o primeiro resultado negativo desde março de 2001.

Batistel pondera que os saldos caíram no mundo todo e que janeiro é um mês atípico, mas a questão é que a pauta de exportação brasileira ainda é composta por produtos primários, que continuam menos demandados no exterior e com preços deprimidos.

Por outro lado, as importações devem sofrer menos, pois parte dos insumos trazidos de fora abastecem a indústria ou são utilizados para processar as próprias exportações. Tal cenário pode mudar a partir de maio/junho, com o ingresso da safra agrícola.

O especialista também chama atenção para a renovação da linha de swap do Banco Central com o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). A linha de US$ 30 bilhões, que venceria em 30 de abril, foi prorrogada até 30 de outubro, o que pode significar maior oferta de crédito externo.

(Com informações do Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG