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Bovespa fecha pregão com desvalorização de 5,24%; dólar sobe 1,06%

SÃO PAULO - Com um forte fluxo de vendas e o recuo na cotação das commodities, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a segunda-feira com uma desvalorização de 5,24%, com o Ibovespa indicado 39.403 ponto, voltando a um patamar abaixo dos 40 mil pontos. Essa foi a maior perda percentual diária desde 21 de novembro do ano passado. O giro financeiro foi de R$ 3,39 bilhões.

Redação com Valor Online |

 

Refletindo a preocupação com o ambiente de fraco crescimento econômico mundial, o preço das matérias-primas caiu forte nesta segunda-feira arrastando junto as empresas do setor. O preço do petróleo, por exemplo, caiu pelo quinto dia seguido, negociado abaixo dos US$ 38 o barril de WTI.

Puxando as perdas dentro do índice, o papel PN da Petrobras caiu 6,49%, para R$ 23,75, e Vale PNA recuou 7,26%, para R$ 26,18. Entre as siderúrgicas, que vinham em forte alta desde o começo do ano, CSN ON perdeu 7,01%, fechando a R$ 34,48, Gerdau PN desvalorizou 8,8%, para R$ 17,09, e Usiminas PNA cedeu 4,10%, a R$ 29,45.

Segundo o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, os 40 mil pontos representam uma barreira psicológica importante, mas a perda desse patamar não significa que coisas só tendem a piorar. Na avaliação do especialista, os ativos passaram por uma correção depois dos ganhos acentuados da semana passada.

Para Dokuzian, dois eventos próximos podem servir de gatilho para uma retomada mais consistente das compras na Bovespa. O primeiro deles é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na semana que vem decide o rumo da taxa de juros.

Na avaliação do especialista, se o colegiado do Banco Central optar por um corte de juros superior a 0,5 ponto percentual, a sinalização para a renda variável é bastante positiva.

Outra questão que está na pauta é o detalhamento dos planos do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que vem estudando medidas de estímulo econômico por meio de investimentos em infra-estrutura e corte de impostos.

Ainda de acordo com o superintendente, o primeiro trimestre de 2009 deve ser o mais instável do ano, com os investidores tomando conhecimento dos estragos da crise no resultado das empresas. A questão, agora, saber quanto desses prejuízos já não foram precificados.

 

Câmbio

A atuação do Banco Central, que vendeu dólares à vista pela primeira vez em 2009, não foi suficiente para mudar o rumo da taxa de câmbio, mas contribuiu para segurar a moeda abaixo do patamar de R$ 2,30.

Depois de bater R$ 2,33 na máxima, as compras perderam um pouco de força e o dólar comercial encerrou a segunda-feira negociado a R$ 2,296, com uma valorização de 1,06%. Além da intervenção à vista, o BC comunicou que fará um novo leilão de linha (venda com compromisso de recompra) nesta terça-feira.

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