A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a sexta-feira operando em baixa, registrou uma tentativa de alta e terminou o dia em queda de 0,41%, aos 57.199 pontos. O dólar continuou a perder valor ante o real e fechou a sexta-feira cotado a R$ 1,574, em queda de 32%. Foi o menor nível registrado desde 19 janeiro de 1999, poucos dias após a adoção do regime de câmbio livre.


"O principal (fator para a queda do dólar) é a migração de alguns investidores para fazer arbitragem de juros", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

Um dos principais ambientes para a realização dessas operações é a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Lá, os investidores estrangeiros já exibem 7,5 bilhões de dólares em posições vendidas em derivativos cambiais - contratos de dólar futuro e de cupom cambial.

Quando um investidor detém posição vendida em dólar, isso significa uma aposta na queda da moeda norte-americana. Junto com as operações de arbitragem, agentes de mercado têm percebido uma melhora no fluxo de entrada de recursos.

Sérgio Falcão, operador da SLW Corretora, afirmou que tem havido o ingresso consistente de dólares no país. Na primeira metade do mês, a saída de estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi a principal responsável pelo déficit de 828 milhões de dólares no fluxo de câmbio.

Para a próxima semana, o mercado deve voltar a prestar mais atenção na conjuntura internacional, ao mesmo tempo em que busca um novo piso de referência. "Vão sair mais alguns balanços no exterior", disse Arruda.

O Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista na última hora de negócios. Foram aceitas duas das propostas divulgadas, segundo um operador, com taxa de corte de 1,5748 real.

Com informações do Valor Online e da Reuters

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