A semana começou com contorno nada positivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que perdeu valor acompanhando o preço das commodities no mercado internacional. O Ibovespa fechou em queda de 3,51%, aos 55.609 pontos. No câmbio, a piora de sentimento da bolsa impulsionou a correção de preço. O dólar fechou cotado a R$ 1,563, com alta de 0,06%.


O superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, observou que as matérias-primas pesaram sobre o mercado, e que como o setor tem grande composição dentro do Ibovespa, acaba arrastando também outros ativos não relacionados.

"O fundamento não tem validade agora. Temos empresas maravilhosas, mas o que vale agora é a liquidez. E somos o maior mercado emergente do mundo em termos de liquidez", avalia.

Ainda de acordo com Dokuzian, é visível a saída do investidor estrangeiro, que já sacou mais de R$ 7 bilhões no mês passado, e muitas ordens de stop de posição nas mesas de operação - vendas pré-programadas quando o ativo atinge um determinado preço.

Não bastasse a incerteza quanto às matérias-primas, o especialista lembra que os problemas envolvendo a economia norte-americana, que ainda sofre com a situação nos setores financeiro e imobiliário, também prejudicam a bolsa brasileira.

Dólar

Preocupações com o declínio da demanda, em meio à desaceleração da economia dos países desenvolvidos, derrubaram os preços dos metais básicos e do petróleo e afetaram em cheio o dólar hoje no mercado cambial brasileiro.

Segundo operadores, parte dos investidores estrangeiros, que bateram forte nas ações na bolsa paulista, comprou dólares para remessas ao exterior, amparando o ajuste das cotações durante quase toda a sessão. No finalzinho dos negócios, o dólar devolveu os ganhos e voltou à estabilidade para, em seguida, subir novamente.

"Esse movimento não refletiu um fluxo cambial favorável, mas resultou do registro no final da sessão de lotes maiores de moeda por tesourarias que teriam a finalidade de conduzir o fechamento para a cotação desejada. Isso já ocorreu na sexta-feira", disse um especialista. Outro profissional observou que "quem precisou comprar moeda tomou mais cedo, contudo parte do mercado não conseguiu sustentar a posição e as cotações fraquejaram no final".

O dólar comercial subiu 0,06% e fechou cotado a R$ 1,563. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,21%, para R$ 1,5624. Essas taxas continuam sendo as menores desde o fechamento da moeda desde 19 de janeiro de 1999, quando o dólar comercial encerrou o dia a R$ 1,558.

Durante a sessão, houve o tradicional fluxo comercial positivo de início de mês, mas as saídas financeiras pesaram mais sobre o comportamento das cotações. O Banco Central também ajudou ao absorver parte das ofertas de moeda à vista, comprando cerca de US$ 105 milhões em leilão no fim da manhã.

Com informações do Valor Online e da Agência Estado

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