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Bovespa fecha em queda de 2,46%; dólar sobe 0,25%

A falência de mais um banco nos Estados Unidos e a divulgação de indicadores fracos de atividade fez com que as bolsas norte-americanas fechassem em baixa e arrastassem consigo a Bovespa. O volume negociado na Bolsa doméstica, no entanto, foi muito fraco e acabou distorcendo o comportamento do mercado, já que qualquer negócio ganha peso para conduzir o Ibovespa. O principal índice da Bolsa Paulista fechou o pregão em baixa de 2,46%, aos 54.477,2 pontos.

Redação com agências |


O Ibovespa oscilou entre a mínima de 54.468 pontos (-2,47%) e a máxima de 55.906 pontos (+0,10%). Com o desempenho de hoje, elevou as perdas de agosto a 8,45% e as de 2008 a 14,73%.

O giro financeiro foi o menor do ano,ao somar parcos R$ 2,582 bilhões. Indício de que o investidor está na retaguarda para este comportamento baixista do mercado financeiro. "Quem está dentro não faz nada e quem está fora não entra", bem resumiu Fausto Gouveia, analista da Alpes Corretora.

Nos EUA, o índice Dow Jones perdeu 2,08%, o S&P recuou 1,96% e o Nasdaq cedeu 2,03%. O que guiou as ordens de vendas foi, primeiro, o anúncio de falência do banco Columbian Bank and Trust, na sexta-feira. Em segundo lugar, os dados de imóveis residenciais usados divulgados nesta segunda-feira desagradaram. O número de vendas até superou as estimativas dos analistas, mas os preços caíram e os estoques aumentaram, sinal de que lá na frente os preços ainda vão ficar mais baratos.

É possível citar também os desempenhos da seguradora AIG e do banco de investimento Lehman Brothers, cujas ações caíram forte. As da AIG refletiram o corte em sua recomendação pelo Credit Suisse, e as do Lehman Brothers, que voltaram a ser vendidas nesta segunda, as especulações sobre a eventual venda do banco.

O petróleo fechou em alta de 0,45% o contrato futuro com entrega outubro negociado em Nova York, para US$ 115,11 o barril, enquanto os metais tiveram liquidez muito baixa em função do feriado no Reino Unido. Isso fez com que as blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras operassem ao sabor de Wall Street e não das commodities (matérias-primas). Petrobras PN perdeu 4,19%, Petrobras ON recuou 3,39%, Vale PNA cedeu 2,55% e Vale ON caiu 3,04%.


Dólar

O dólar fechou em alta, seguindo o pessimismo das principais bolsas de valores mundiais e os dados semanais da balança comercial. A moeda norte-americana subiu 0,25%, para R$ 1,633.

A divisa chegou a recuar durante a manhã, mas a forte deterioração dos principais índices acionários impulsionou as cotações.

Segundo o departamento de câmbio da corretora Concórdia, o movimento desta sessão se deveu mais a uma reação aos dados da balança comercial que revelaram um déficit na última semana.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou um saldo comercial negativo de US$ 840 milhões na quarta semana de agosto. "O dado reacende as preocupações com a balança. O impacto negativo é a velocidade (da formação deste déficit)", afirmou a corretora.

O departamento de câmbio da Concórdia também ressaltou que o dólar encontrou um piso no nível de R$ 1,60, e que deve se manter flutuando entre R$ 1,61 e R$ 1,63. com o fraco volume de negócios, "o mercado fica mais sensível e qualquer notícia" pode afetar as cotações.

Na última hora de negócio, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,6334.

Com informações da Reuters e do Valor Online

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