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Bovespa fecha em queda de 2,02%; dólar sobe 2,67%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o sinal negativo das Bolsas norte-americanas e fechou em baixa pela quarta sessão consecutiva. O Ibovespa, principal índice, registrou baixa de 2,02%, aos 33.404 pontos. Nestas quatro sessões, acumulou perdas de 7,19%. No mês, a Bovespa caiu 10,34% e, no ano, 47,71%.

Redação com agências |


Um índice de inflação e um dado do setor de moradias afetaram as ações em Wall Street, além das preocupações com as problemáticas montadoras. Aqui, os setores siderúrgico e bancário lideraram as ordens de vendas, ainda fortes nas ações de Vale e Petrobras.

O temor com o futuro das montadoras norte-americanas permeou os negócios nos mercados acionários dos Estados Unidos, depois que os dirigentes de GM, Ford e Chrysler pediram ontem, no Congresso, uma ajuda financeira extra às empresas.

Os índices divulgados nesta quarta desagradaram. Em outubro, houve queda de 4,5% no número de construções de residências iniciadas nos EUA ante setembro, para o recorde de baixa de 791 mil. Na comparação anual, as construções iniciadas ficaram 38,0% abaixo do nível de outubro de 2007. As licenças para construção também caíram fortemente, em 12,0%, o quádruplo do recuo de 3,1% esperado por analistas.

Nos preços, também houve queda. Mas o que seria bom em tempos de aquecimento econômico é ruim em crises, já que mostra a fragilidade da atividade econômica. O CPI, o índice de inflação no varejo, registrou deflação em outubro, tanto no dado cheio quanto no núcleo, que é mais observado pelos analistas. A queda ante outubro foi de 1%, a maior desde fevereiro de 1947. No núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, o declínio atingiu 0,1%, o maior desde dezembro de 1982.

No Brasil, a Receita comunicou que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu o volume recorde R$ 65,4 bilhões no mês passado, com avanço real (já descontada a inflação) de 17,1% em relação a setembro e de 12,3% ante o mesmo mês de 2007. O IBGE anunciou que a taxa de desemprego recuou para 7,5% em outubro, abaixo dos 7,6% em setembro e inferior à taxa registrada em outubro do ano passado, de 8,7%.

Apesar dos índices melhores, o contágio da crise chega com a menor demanda de commodities (matérias-primas). Isso é uma das principais razões a deprimir o Ibovespa, formado majoritariamente por ações de empresas ligadas a este setor. Nesta quarta, o setor siderúrgico foi um dos principais a operar no negativo, depois que a Votorantim Metais anunciou corte na produção de zinco e demissões. Vale ON caiu 2,15% e Vale PNA, 2,77%.

As ações de Petrobras, que chegaram a subir durante a manhã, retomaram o sinal negativo à tarde, influenciadas pelos preços deprimidos do petróleo. Petrobras PN recuou 4,29% e PN, 3,9%. Em Nova York, o barril fechou a US$ 53,62, baixa de 1,42%.

Dólar

Mesmo após quatro leilões do Banco Central, o dólar manteve-se em alta pela terceira sessão consecutiva e encerrou o dia cotado a R$ 2,387, uma valorização de 2,67%.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da Corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda, a formação de preço da moeda norte-americana reflete todo o ambiente de instabilidade, tanto em âmbito doméstico quanto internacional.

A continuada desvalorização no preço das commodities também contribui para a alta, pois, ao vender ativos reais, o investidor busca proteção na moeda norte-americana, que, apesar de toda a crise nos EUA, continua sendo a referência.

O especialista também afirma que investidores e fundos externos continuam fazendo caixa no Brasil e mandando dinheiro para fora. Sinal disso é o fluxo cambial negativo de US$ 877 milhões até o dia 14 de novembro, maior que os US$ 656 milhões observados na primeira semana do mês.

"Estamos no momento em que todo mundo recolhe seus ativos para os países de origem e vai aplicar em investimento seguro", resume.

Além da maior demanda por dólar, Arruda aponta que a dificuldade de se financiar as exportações retém a entrada de moeda estrangeira no mercado brasileiro. Sem contar que as empresas que podem mantêm suas reservas lá fora, para não correr risco cambial. O que preocupa, segundo o especialista, é que a cada dia que passa há um novo país ou uma empresa de influência global passando por dificuldades.

O Banco Central efetuou uma série de operações tanto no mercado à vista quanto no futuro, que somaram mais de US$ 2,54 bilhões.

A primeira operação foi o leilão de swap, que vem acontecendo diariamente, no qual foram colocados US$ 224,1 milhões. Depois o BC fez nova rolagem de contratos de swap que vencem em 1º de dezembro, movimentando US$ 1,251 bilhão.

A autoridade monetária também fez leilão de linha (venda com compromisso de recompra). Nessa operação, com três vencimentos distintos, foi vendido US$ 1,070 bilhão.

Cabe lembrar que nenhuma dessas operações resulta em redução de reservas internacionais ou busca alterar o preço do dólar no mercado à vista. Só no final da tarde, o BC vendeu dólar à vista, intervenção voltada para conter a disparada no preço da divisa norte-americana e que resulta na saída de dinheiro do caixa do BC.

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

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