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Bovespa fecha em queda de 2,02%; dólar sobe 1,76%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a sexta-feira apontando para baixo, refletindo as incertezas sobre o plano de resgate do setor financeiro americano. O Ibovespa fechou em queda de 2,02%, aos 50.782 pontos. Com isso, a perda acumulada na semana fica em 4,28%. No mês, a baixa acumulada atinge 8,79% e, no ano, 20,51%.

Redação com agências |


As negociações em torno de um consenso sobre o pacote de ajuda ao sistema financeiro norte-americano serviram de justificativa para a alta e a baixa dos mercados.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair mais de 3,5% no pior momento do pregão, diante do recuo dos republicanos na quinta-feira à noite, do que já seria um pré-acordo para votar o socorro bilionário.

As Bolsas norte-americanas também trabalharam a maior parte da sessão em baixa. Mas a avaliação de que não passa desse final de semana a solução fez com que os índices nos EUA devolvessem a queda e, aqui, por tabela, a Bolsa melhorasse.

O Dow Jones terminou em alta de 1,10%, depois de uma sessão onde o sinal negativo predominou. Registrou 11.143,13 pontos no final. O S&P 500 subiu 0,34%, aos 1.213,27 pontos, e o Nasdaq caiu 0,15%, aos 2.183,34 pontos. Os dados são preliminares.

A expectativa é de que um acordo nos EUA seja aprovado até as 19 horas deste domingo, antes da abertura dos mercados asiáticos. Se isso não ocorrer, não há quem preveja uma segunda-feira saudável aos negócios: pode-se esperar o pior, segundo especialistas. "Quase não importa que versão do plano será, na verdade, desde que estabeleça alguma estabilidade ", disse o estrategista da Cantor Fitzgerald Marc Pado.

Na Bovespa, além dos efeitos da crise externa, também pesou a notícia de que Sadia e Aracruz tiveram perdas com operações cambiais no mercado futuro. Sadia PN despencou 35,48% liderando as baixas do Ibovespa, e foi seguida por Aracruz PNB, 16,77%.

Ontem, após o fechamento do mercado, a Sadia informou perdas de R$ 760 milhões ao tentar liquidar antecipadamente operações financeiras no mercado de câmbio. Segundo o diretor de Relações com Investidores da companhia, Welson Teixeira Júnior, a exposição da Sadia ao mercado de câmbio extrapolou as metas da companhia.

Desde junho, a exposição líquida da empresa passou de US$ 700 milhões para US$ 3,5 bilhões, e a meta era não ultrapassar US$ 1,7 bilhão. Depois do fechamento do pregão, a agência de classificação de risco de crédito Moody's rebaixou o rating da Sadia de Ba2 para Ba3.

No caso da Aracruz, a empresa também anunciou que seu volume de perda com câmbio futuro pode ter excedido limites, mas não informou o valor, que será apurado por uma empresa contratada especialmente para isso.

Em tempo: após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciou a existência de cerca de 150 milhões de barris de óleo leve no bloco BM-S-40, localizado em águas rasas ao sul da Bacia de Santos. As ações preferenciais (PN) da estatal recuaram 2,36% e as ordinárias 1,72% durante o pregão regular.

Dólar

A moeda americana fechou a sexta-feira cotada a R$ 1,853, com valorização de 1,76%. A alta acumulada no mês é de 13,47%.

Além da frustração com o desenrolar das discussões sobre o pacote de socorro aos bancos, e do impacto das perdas de Sadia e Aracruz, outras notícias negativas também marcaram a sessão.

Entre elas, vale destacar que o Washington Mutual sucumbiu nesta quinta-feira, na maior falência bancária da história dos EUA, depois de não resistir à crise das hipotecas subprime (de alto risco de inadimplência). A instituição foi assumida ontem pelas autoridades reguladoras federais e rapidamente adquirida pelo JPMorgan, por US$ 1,9 bilhão.

O mercado interbancário de câmbio contou nesta sexta com uma intervenção do Banco Central, que vendeu dólares em leilão, conjugado com compra futura. O BC fixou taxa de venda de R$ 1,848 por dólar e de compra de R$ 1,883574 no leilão, que terá liquidação da venda no dia 30 próximo e da compra em 19 de dezembro, ou seja, em 80 dias corridos. A autoridade monetária acatou seis propostas, num total de US$ 500 milhões.

(Com Valor Online e Agência Estado)

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