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Bovespa fecha em queda de 1,37%; dólar sobe 0,97%.

O enfraquecimento do furacão Gustav fez as cotações do petróleo derreterem, carregando consigo as matérias-primas (commodities) metálicas. Esse movimento caiu como uma bomba sobre a Bovespa, diante da queda de suas principais ações: Petrobras e Vale. A baixa só não foi maior porque o setor bancário operou em alta, dando algum suporte ao principal índice do mercado doméstico. Assim, o Ibovespa, principal índice, caiu 1,37% e fechou aos 54.404,4 pontos. No mês, acumula baixa de 2,29%.

Redação com agências |


O Ibovespa oscilou entre a mínima de 54.207 pontos (-1,73%) e a máxima de 55.412 pontos (+0,45%). O volume financeiro totalizou R$ 4,202 bilhões, mais que o dobro do registrado na segunda-feira, mas ainda abaixo da já fraca média de agosto, de R$ 4,811 bilhões (menor do ano).

Os investidores norte-americanos voltaram do feriado do Dia do Trabalho dispostos a devolver todo o prêmio que embutiram nos preços do petróleo antes que o Gustav atingisse as instalações no Golfo do México. Como os estragos foram menores do que acreditavam que seriam, a correção foi forte. O contrato futuro com entrega do petróleo em outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York recuou 4,98%, aos US$ 109,71 por barril, na menor cotação desde 8 de abril.

A queda do petróleo e o fortalecimento do dólar ante o euro também tiveram impacto negativo sobre as commodities metálicas, que recuaram. Aqui, Petrobras ON perdeu 2,39%, Petrobras PN recuou 3,22%, Vale ON cedeu 2,31% e Vale PNA registrou baixa de 1,63%.

As siderúrgicas também operaram em queda, mas as ações dos bancos, que acompanharam os papéis do setor nos EUA e ainda reagiram ao anúncio de que a Visanet fará uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), deram alguma trégua ao Ibovespa ao fecharem no terreno positivo.

Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,23%, o S&P perdeu 0,41% e o Nasdaq recuou 0,77%. Os papéis de bancos subiram e limitaram as perdas, entre eles o do Lehman Brothers, depois que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul confirmou que está em negociações para um investimento na instituição.

Já os indicadores econômicos divulgados hoje nos EUA não alteraram o rumo dos negócios. Entre os dados foi conhecido o índice ISM de atividade no setor de manufatura, que caiu para 49,9 em agosto, abaixo do patamar de 50 (que sugere contração da atividade), mas ficou levemente acima dos 49,5 previstos pelos economistas.

Já os gastos com construção cederam 0,6% em julho, um pouco acima da retração de 0,5% esperada pelos economistas. Para amanhã, o comportamento das commodities continuará ofuscando os eventos de agenda.

Dólar

O dólar fechou em forte em alta nesta terça-feira seguindo os movimentos do cenário internacional e o deterioramento dos preços das commodities. A moeda norte-americana subiu 0,97%, a R$ 1,663, registrando o maior nível de fechamento desde 14 de maio. Em apenas duas sessões de setembro, o dólar já subiu 1,9%.

O petróleo fechou em baixa de US$ 5,75 depois de cair quase US$ 10 com o enfraquecimento do furacão Gustav. Segundo o departamento de câmbio da corretora Concórdia, o atual momento do mercado internacional é de bastante tensão e volatilidade. "É uma mudança de percepção do mercado", afirmou a corretora, explicando que a tendência de queda de curto prazo, vista nos últimos meses, do mercado cambial está sendo reavaliada pelos agentes.

O departamento também ressaltou que o volume de negócios "pouco expressivo" tem ajudado a dar mais volatilidade ao mercado. De acordo com dados preliminares da Bolsa de Mercadorias & Valores (BM&F), o  volume médio negociado no mês de agosto foi de 3,8 bilhões de dólares.

Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade definiu a taxa de corte a  R$ 1,6658 e aceitou, segundo operadores, três propostas.

Com informações da Agência Estado e da Reuters

 

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