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Bovespa fecha em queda de 0,82%; dólar sobe 0,06%

SÃO PAULO - Alinhada com o sinal proveniente do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,82%, aos 59.505 pontos.

Redação com agências |


A Bovespa operou em território negativo desde o começo do pregão. Segundo o diretor de operações da Novação Corretora, Carlos Alberto de Oliveira Ribeiro, a bolsa brasileira acompanha o mercado externo, onde os dados sobre o crescimento da economia norte-americana não agradaram.

Dólar

Depois de dois dias seguidos de perda e valores mínimos desde 1999, o dólar recupera valor ante o real, mas ainda continua valendo menos de R$ 1,570. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 1,563, com valorização de 0,06%.

O aumento dos juros no Brasil deve manter o dólar abaixo de R$ 1,60 em agosto, mas a tendência de baixa da moeda não deve repetir a intensidade de ciclos anteriores, disseram analistas nesta quinta-feira. Em julho, a moeda norte-americana teve queda de 2,13%.

"O viés, realmente, é de apreciação (do real). Mas o real não tem muito fôlego', disse Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB.

A alta dos juros é a principal razão apontada para o recuo do dólar. Nas últimas três reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi elevada de 11,25% para 13% ao ano como parte do combate à alta da inflação. Com o juro maior, aumenta a remuneração dos investimentos em renda fixa no Brasil, o que atrai estrangeiros para o país.

Segundo a equipe de estratégia global em câmbio do Merrill Lynch, as operações de carry trade - nas quais os investidores tomam dinheiro a juros baixos no exterior e aplicam nos juros altos do Brasil-- devem continuar a manter o real valorizado no semestre.

"A atratividade da taxa é fantástica", disse Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez.

Esse efeito sobre o câmbio pode estar ocorrendo mesmo com a saída de dólares do país, disse Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora. Para ele, se essas operações continuarem a mostrar força, o dólar pode seguir rumo a R$ 1,50.

Olho nas contas externas

Mas a deterioração das contas externas deve, mais à frente, frear a desvalorização do dólar. No primeiro semestre, o Brasil teve déficit de US$ 17,4 bilhões nas transações correntes, recorde para o período, com o aumento das remessas de lucros e dividendos.

E "no curto prazo há o fortalecimento do dólar frente às outras moedas", completou Padovani, em referência à recuperação da divisa no último mês em meio aos sinais de que a economia dos Estados Unidos pode ter evitado uma recessão.

"Resumindo: o câmbio fica onde está, só um pouco para baixo no próximo mês", disse o economista. Para os analistas do Merrill Lynch, o dólar chega ao final de setembro a R$ 1,55.

Com informações da Reuters e do Valor Online

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